É muito fácil vender livros de autoajuda, mas é difícil simplesmente encantar pelas palavras;
Mas não era preciso crescer...
Escrevo poesias desde pequena. Meu primeiro “livro” publiquei ainda jovem, aos nove anos — uma edição exclusiva, de volume único. Ainda me lembro... O livreto tinha apenas dez folhas. Nele, escrevi manualmente cada poesia com uma caneta de cor diferente, ilustrei todas as páginas caprichosamente, grampeei as folhas e fiz uma capa tão colorida quanto o restante do livro. Minha mãe não sabe, mas, para “editar” essa obra literária, tive que arrancar algumas folhas do meu caderno de geografia.
Hoje não me lembro das poesias que escrevi naquela época, mas me recordo de uma única estrofe de uma das minhas primeiras: O Peixe e o Conde. Era mais ou menos assim...
Não me lembro do resto... Mas essa foi a primeira poesia que fiz. Hoje ela não faz muito sentido, mas, sempre que lembro, tenho vontade de rir de mim mesma.
Esperei por muito tempo o momento de explorar minha maturidade poética e, enfim, escrever um livro. Mas talvez essa plenitude que idealizo nunca chegue. Porque as nuances de quem é apaixonada pelas palavras sempre estiveram comigo: no discurso improvisado, na redação necessária, na legenda despretensiosa de Instagram.
Escrever, para mim, é movimento. É um processo contínuo de aprimoramento. E esperar pela perfeição… talvez não passe de um refinamento da vaidade que, vez ou outra, ainda insiste em me acompanhar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário