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sábado, 5 de outubro de 2019

Dormideiras no jardim

Lembro como se fosse um rito de iniciação botânica: meu primeiro encontro com a tal da plantinha dormideira, para alguns, Mimosa pudica; para outros, dorme-dorme, maria-fecha-a-porta, não-me-toques… enfim.

Eu devia ter uns quatro, cinco anos, aquela fase de puro encantamento e curiosidade, e foi minha mãe quem me apresentou. Não houve suspense, nem trilha sonora, só um simples:
Encosta aqui.

Encostei.

E ela se fechou.

Uauuu… seria magia? Não sei. Mas repeti aquilo várias vezes, com um prazer quase insaciável.


Para minha sorte, o bairro perto da casa da minha avó paterna era praticamente um parque temático da dormideira. Canteiros cheios de mato, mato mesmo, daquele que cresce sem pedir licença, ocupavam o espaço que, anos depois, viraria o Passeiódromo de Ibitinga. Mas, na minha infância, aquilo era território selvagem, um verdadeiro laboratório a céu aberto, onde eu testava meu recém-descoberto “poder” de fechar plantas com o dedo.

Com o tempo, como acontece com quase tudo que é mágico na infância, essa fase passou… e as dormideiras também. A vida seguiu, eu cresci, me casei.

E, em um ano de pouco dinheiro e muita boa vontade, pedi ao meu marido um canteiro de Natal, não um presente embrulhado, mas um pedaço de terra organizado. Ele, que claramente entendeu o nível de importância daquele pedido, projetou e construiu, com as próprias mãos, o tal do canteiro no corredor de casa.

Plantamos flores, temperos… e ele floresceu lindamente. Um verdadeiro jardim de Natal.

Algum tempo depois, em uma feliz coincidência, acompanhei minha mãe em uma sessão de fotos em um bairro novo da cidade. Enquanto esperava, tentando espantar o tédio, comecei a explorar o terreno ao redor.

E lá estavam elas.
Aos montes. Espalhadas, livres, absolutamente despreocupadas com o fato de serem raras na minha memória.

As dormideiras.

Confesso, fiquei extasiada. Não era só uma planta, era um reencontro. Daqueles momentos em que o tempo dá um nó e te congela por alguns segundos. Fiquei em dúvida, não sou expert em plantas e já fazia décadas que eu não via uma dormideira. Então toquei.

E sim… elas fecharam.

Quase pulei de alegria, mas me contive pela vergonha de ter pessoas ao redor. Voltei para casa já elaborando um plano, que compartilhei com meu marido.

E se a gente trouxesse algumas?

Ele topou. Foi nesse momento que tive certeza de que tinha me casado com a pessoa certa.

Numa tarde qualquer, munidos de uma enxadinha e uma coragem questionável, fomos lá. Não sei se “coletar” seria o termo mais adequado. Talvez “resgatar”. Talvez “raptar”. Talvez “adoção não autorizada”.

Trouxemos uma moita.

Não sabíamos se daria certo, se elas iam aceitar o novo lar, se sobreviveriam fora do seu habitat selvagem. Mas plantamos assim mesmo, no nosso canteiro de Natal, entre flores comportadas e temperos civilizados.

E elas ficaram.

Não só ficaram como prosperaram. Criaram raízes. Cresceram viçosas, confiantes, como se sempre tivessem pertencido ali.

E então veio a última surpresa.

Um dia, notei algo diferente, pequenas esferas rosadas, delicadas, surgindo entre o verde. Descobri que a dormideira também floresce. E que flores!

Na verdade, pompons da natureza. Pequenos fogos de artifício silenciosos, que explodem em beleza mesmo em plena luz do dia. Não fazem barulho, não pedem aplauso, mas encantam do mesmo jeito.

E, ainda hoje, mesmo com pressa, me pego passando pelo corredor e tocando em suas folhinhas. Elas se fecham com a mesma meiguice de sempre.

E eu sorrio, com a mesma sensação de anos atrás:
o mundo, de vez em quando, ainda responde ao toque.

domingo, 26 de junho de 2016

Crise da maior idade

Hoje acordei dramática...melancólica,
bucólica, nostálgica.
Sabe aqueles dias chuvosos, cinzentos que apertam o peito e a gente não sabe se chora de amor ou ri de saudade? Hoje admito, e bem de verdade acordei mais saudosa, procurei no passado um traço esquecido, um encanto perdido, um pouco de mim. Talvez eu devesse me orgulhar do que sou, do que me tornei: mulher decidida, moderna, com boa auto estima, segura de si e de suas escolhas, mas e a outra? A garota espontânea, insegura, bem humorada, um pouco atrevida, a garota que não sofria pelo futuro, pela espera, não desejava a matéria, sólida, só esperava uma brecha no mundo pra encontrar um momento e esboçar um sorriso.
Abismo. Parece que perdi a magia, as cores que preenchiam minhas fantasias ficaram mais pálidas, acho que é anemia. As fantasias ficaram mais lúcidas, me deram óculos, prefiro a miopia.
Como é estranho quando a gente cresce, desejamos os dezoito mas perdemos os dezessete...
É o mistério do tempo: ganhar alguns anos e perder outros tantos, adquirir a experiência da vida, mas perder no trajeto a inocência dos sonhos. Como é rir de si mesmo? Esqueci.
E agora milhares de vozes sussurram ao pé do ouvido ao pé da mente, são as lembranças, flashes que dançam por dentro do peito, lembranças, que como crianças passam correndo, ficamos torcemos para que elas fiquem por perto e fiquem pra sempre, mas elas nunca ficam, crescem de repente.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Atendimento nota...

Não sei se é um problema exclusivo da minha cidade... E não sei também se é implicância minha, mas tenho que comentar que uma das maiores falhas das empresas não está nos produtos ou serviços que elas oferecem, e sim... nas pessoas que elas contratam "O ATENDIMENTO".
É lamentável o D-E-S-P-R-E-P-A-R-O... 
E despreparo não é inexperiência, inexperiência é um período de aprendizagem e aperfeiçoamento que todo mundo passa ao entrar no mercado de trabalho ou assumir uma nova função, mas convenhamos tem muita gente com 15 anos de mercado e que ainda não passou dessa fase de aprendiz.
Poderia contar uma infinidade de situações que presenciei... Mas isso estenderia muito essa conversa. Mas sabe o que é mais engraçado? 
É que ao sair de casa, e conversar com empresários eles me dizem que tem empregos a oferecer, mas não há pessoas capacitadas para ocupar essas vagas... Converso com pessoas desempregadas e elas me dizem que não há oportunidades de trabalho (OPA! TEM ALGUMA COISA ERRADA AÍ).

 ***

Eu, publicitária por formação, vendedora por paixão, exerço duas funções as quais é fundamental e indispensável um bom atendimento. Mas o que rege um bom atendimento?

- Não contabilize seu trabalho pelo salário que você ganha... "sempre faça o máximo com o mínimo"
- Agilidade e eficiência também são diferenciais.
- Servir não é ser escravo é ser útil para alguém.
- E o mais importante: Se você não gosta do que faz... NÃO FAÇA, MUDE DE EMPREGO!

Talvez o dia que os funcionários entenderem que tudo o que eles aprendem e desenvolvem não enriquece somente as empresas, mas também a si  próprios, eles terão mais prazer em trabalhar e passarão a ser sempre o FUNCIONÁRIO DO MÊS.

E o dia que as empresas entenderem que o maior patrimônio que elas possuem, são os funcionários que elas conservam, haverão pessoas trabalhando mais motivadas, clientes mais satisfeitos e consequentemente empresas mais lucrativas.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Escolha

Perdi muito tempo ouvindo apenas as músicas que gosto, escolhendo a dedo as pessoas por perto,
preferindo sabores, odores, as coisas de sempre, o trivial, o convencional e o comum.
Escolhas...Como as folhas que o vento espalha, algumas eu pego, algumas eu perco.
E quantas coisas perdi ou deixei de saber, quantos incertos acertos quantos erros provavéis eu deixer de cometer.
Há muitos mistérios numa escolha e centenas de outros nas escolhas que nunca fazemos.
Vou parar de escolher e deixar o meu ser, vagante e perdido ser escolhido pelo mundo afinal.
Deixar que venha a mim, os livros que não leio os amores que não quero, as oportunidades que não espero, as pessoas que evito.
Vou parar de me privar do que o mundo oferece, vou fazer uma prece para para aceitar as mudanças.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Curte ou compartilha?

Não sei o que é pior...

1º Um provável estupro em rede nacional ;
2º Uma gravidez forjada;
3º Uma reprise do Titanic na Itália;
4º Uma anônima que está no Canadá e quando volta é mais famosa do que a Madonna;
5º A brincadeira de vivo-morto do Chavez nas redes sociais,
6º Ou um levante popular a favor da volta das sacolinhas plásticas...

 ***

É lamentável, mas temos um dom de multiplicar o lixo fútil da indústria cultural e das redes sociais.
Temos uma habilidade incrível de dar audiência à quem não merece, chorar por anônimos que falecem, revolucionar a favor de causas que nem ao menos acreditamos.
Já está na hora de rever nossos valores, estabelecer novos critérios, melhorar nosso filtros pessoais em relação as informações a qual somos expostos, afinal, se o que curtimos e compartilhamos for um reflexo do que somos , minha nossa, somos mais fúteis do que o último sucesso do Michel Teló...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Salve Ibitinga, Salve, Salve!

Ibitinga, Terra Branca, Capital Nacional do Bordado, Estância Turística... Tantos adjetivos para uma cidade que tem deixado tanto a desejar. Você já parou para pensar que nossos maiores adjetivos são terríveis farsas?





1-     O tradicional bordado que nos tornou famosos nacionalmente, na verdade não existe mais, algumas das peças ainda bordadas são feitas por máquinas computadorizadas, e as raras feitas artesanalmente são vendidas por ambulantes e pequenos fabricantes informais. Definitivamente, podemos ser a capital nacional de muitas coisas: da estampa... Da malha, do enxoval, mas me desculpem do bordado não... Contudo ainda ostentamos o nome, e o pior, a feira que leva o mesmo nome é mais vexatória ainda, afinal a Feira dos Bordados de Ibitinga é na verdade uma liquidação de peças de estoque, um saldão de produtos fora de linha, a preços bem salgados, ou seja, ao contrário de outras feiras em que são apresentadas NOVAS COLEÇÕES, LINHAS E TENDÊNCIAS DA ESTAÇÃO, a nossa é apenas uma vitrine de produtos ultrapassados. (deixo bem claro, não estou questionando qualidade e beleza, normalmente Ibitinga produz belos artigos)

2-     Ibitinga peca, e peca em coisas simples... Denominamos-nos Estância Turística e focamos nossos esforços no comércio, mas além de termos um dos piores atendimentos que conheço, nossa infra-estrutura é falha, falhamos pelos restaurantes, pelos hotéis, pelos banheiros públicos, pelos postos de dúvidas inexistentes, pelas atrações culturais que não temos, e quando as temos não às prestigiamos, somos mal educados com os turistas, tratamos com descaso nossos próprios conterrâneos.

3-     Sofremos de uma patologia que um amigo meu chama de "ibitinguisses" veja o pq... Somos preguiçosos demais para criar, mas espertos o suficiente para roubar boas ideias, talvez por isso nossa cidade esteja repleta de lojas e produtos tão idênticos... Fazemos tudo igual e esperamos resultados diferentes, não revolucionamos nosso negócio e depois reclamamos da crise... E como gostamos de reclamar... Montamos um boteco e já nos consideramos empresários, mas não investimos em capacitação, publicidade ou em novas tecnologias.Ao contrário, adoramos ostentar carros, casas e ir à Ribeirão só pra tomar uma cerveja...aff, como vivemos de aparências em Ibitinga.






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A raspa do tacho

Quem olha essa cama, entre lençois bagunçados e bichos de pelucia tem a certeza de que uma criança dorme ali...Poucos sabem que quem habita essa cama é uma garota que emanda uma certa idade, mas não perdeu a liberdade de também ser um pouco criança (...) 

Minha irmã é uma criança que trabalha
Uma mulher que se atrapalha
E às vezes faz manha
No trabalho, responsável e eficiente,
Uma garota que chegou à maioridade consciente
E na flor da idade descobriu o amor.
Não tem pudor, nem vaidades
Sua beleza na simplicidade de um sorriso
Seu Abraço tem  o poder de um abrigo.
Não sei dizer se sou a mais velha ou a caçula
Às vezes dou a bronca, às vezes levo duas
Mas minha irmã é como uma criança que nunca cresce
Uma face que não envelhece
Acho que no fundo ela é um reflexo de mim mesma.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mamãe quer que eu case...

Caras amigas, vocês que são modernas, independentes, trabalham, estudam, dirigem... Vocês que esperam em segredo o sonhado casamento, mas adiam ao máximo essa ocasião inevitável, vou lhes contar um segredo:

 "Dizem que o maior medo entre todas as mulheres da face da terra é não casar até os 30, mas vocês vão perceber, depois dos 25, haverá tantas pressões externas, internas e divinas para que você desencalhe, que você com certeza vai casar até os 30, e se não casar, haverá campanhas da família e dos amigos para que você case pelo menos até os 40 com um bom marido, depois disso vão lhe empurrar qualquer partido para que você não fique em desvantagem entre suas outras amigas, que provavelmente já estarão no segundo casamento.

Como eu sei disso? É simples, e você vai entender também, afinal depois de certa idade você começa a ouvir com muita freqüência frases do tipo:
_ Filha, já ta na hora de você namorar.

Se você namora, a frase é:
_ E aí quando é o noivado?

Se você já está noiva e já namora há uns 5 anos... Hum, você tá enrolada, a frase TOP 10 do seu dia será:
_ E aí? Num vai sair esse casamento não?

O mais interessante é perceber sua irmã querendo se livrar logo de você para ter o quarto só para ela, sua mãe te ensinando os afazeres domésticos, incentivando você a montar seu enxoval e seu pai torcendo para não ter uma filha solteira por muito tempo.
O fato é que o mundo mudou, mas a cultura ainda não se adaptou a essa nova realidade, nós mulheres ainda somos cobradas a respeito de maridos, filhos e em relação ao perfil “Dona de Casa” que devemos assumir, talvez eu um dia até aceite esse papel, mas por enquanto estou me esgueirando pelas beiradas inspirada por Julia Roberts em um de seus clássicos filmes... Noiva em fuga.

domingo, 16 de outubro de 2011

Uma nova opinião

Até pouco tempo eu me orgulhava pela convicção e certeza que eu tinha sobre mim e sobre as coisas que me diziam respeito, valores e conceitos bem alicerçados sobre as certezas que eu tinha em relação a tudo na minha vida (família, trabalho, relacionamentos).
Hoje me sinto mudada, pois descobri que o importante não é ter certezas ou domínio sobre tudo, e sim, ter a capacidade de mudar de ideia ou opiniões com facilidade...  E isso não é ser volúvel, é ser versátil, a coisa mais inteligente que as pessoas podem fazer em suas vidas, é a admitir a mudança e se preparar para ela.
Afinal, não são os mais fortes que sobrevivem, e sim os que se adaptam melhor (Charles Darwin). E para nós essa não é apenas uma questão de sobrevivência é uma questão de satisfação e felicidade.
Hoje, me orgulho por ter me livrado de velhos "pré-conceitos", de ter assumido uma nova postura pessoal e profissional, de aceitar coisas, que até então eu julgava inadimíssiveis.  Me orgulho, pois passei a entender que o mundo não é regido pelo movimento de rotação do meu próprio umbigo.
Portanto, não se preocupe em concordar comigo, provavelmente já terei mudado de ideia (Autor desconhecido).

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Parafraseando René Descartes

"Penso, logo existo"  -  René Descartes
Janaia diria...

No vestibular:
"Erro, logo rabisco"

No jogo de cartas:
"Perco, logo insisto"

No shopping:
"Compro, logo existo"

Em casa:
"TV, logo assisto"

No banco:
"Dinheiro, logo invisto"

Na vida:
"Sonho, logo conquisto"

No amor:
"Sofro, logo persisto"

No trabalho:
Logo?
Existo?
Com certeza, imprevisto...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Campanha de doação de orgãos



Você pode salvar o MUNDO... Ou pelo menos o mundo de alguém.
Super-força, velocidade e visão de raio-X pouco importam.
O que importa é sua consciência e decisão, sua opção vale mais que seus PODERES
Você pode permitir que alguém veja por seus OLHOS a beleza da vida,
Permitir que alguém respire com seus PULMÕES o ar que não mais lhe fará falta,
Seus RINS podem preencher de esperança outras vidas incompletas
Você pode minimizar a DOR e o sofrimento de quem espera.
A escolha é sua!
Você pode simplesmente ignorar
E permitir que seu CORPO degenere aos poucos
No fundo escuro de uma cova solitária,
Ou permitir que um pedacinho seu
prolongue os DIAS de quem não sabe se terá o amanhã...
Você pode escolher
Se decidir em não doar, eu entenderei.
Mas se aceitar a MISSÃO
Poderá ser lembrado para sempre como... HERÓI.








Trabalho experimental
Campanha de Doação de Orgãos
Faculdade de Educação São Luis 2007.

Agência ACME
Arte: Rodrigo Carlos Bettucci e
  Marcelo Gustavo  Ferreira
Texto: Janaia Fabri

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ditadura Futebolesca

O futebol é o esporte mais praticado no mundo. Oficialmente chegou ao Brasil em 1894, através de Charles Miller. Desde então se tornou "Paixão Nacional". Os elementos são os mesmos em qualquer lugar do mundo: bolas e times, chuteiras e traves, artilheiros, zagueiros e pernas de paus, mas aqui o futebol tem uma receita diferente... Uma espécie de equação em que se une: barzinho + cerveja + mulheres elevado ao quadrado, dividido pelo tempo livre, resultado =
Esporte que em pouco tempo caiu no gosto popular.

Há quem diga, que no mundo não há esporte tão democrático quanto o futebol (eu particularmente discordo, se fosse tão democrático quanto parece, todos seriam craques, não haveriam poucos profissionais ganhando milhões e milhões de jogadores ganhando tão pouco) mas independente disso, o fato é um só, o futebol é UNÂNIME.
Pelé... Garrincha... Ronaldo, são nomes que fizeram história  e suas histórias embalaram as histórias de outros milhões de brasileiros...
Mas o que dizer desses ilustres desconhecidos?

Sandro dias1/ Murilo Endres2/ Silvana Lima3/ Thiago Pereira4/ Jade Barbosa5/ Fabio Gouveia3/ Dayane dos Santos5/ Jadel Gregório6/ Walewska Oliveira2/ Cesar Cielo4/ Adhemar Ferreira da Silva6/ Paula Pequeno2/ Teco Padaratz3/ Danielle Hipólito5/ Maurren Maggi7/ Diego Hipólito5

Você os conhece, mas não sabe bem dizer de onde... São quase anônimos. Praticam esportes figurantes perto do protagonismo "futebolesco" dos nossos tempos, mas eles existem, e não apenas durante as Olimpíadas ou Jogos Panamericanos. Eles treinam, ganham prêmios e medalhas, mas são lembrados poucas vezes, por nossa memória e por nossas emissoras...

Quer ver um fato interessante?
O MMA (modalidade de luta que envolve várias artes marciais) existe há décadas, o Brasil inclusive é uma verdadeira fábrica de esportistas do gênero, entretanto o esporte tem pouca expressividade no país, e somente no último sábado (dia 27/08) o Brasil realmente descobriu o MMA. Nessa oportunidade o Rio de Janeiro sediou o evento UFC (Ultimate Fight Championship), e sagrou como campeão o brasileiro Anderson Silva (36). Parabéns ao Anderson! (não gosto de lutas mas ele é bom e merece ser o ídolo do momento), uma pena é que daqui alguns dias ele voltará a ser um ilustre desconhecido.








Dois dias depois do feito de Anderson Silva, Fabiana Murer, ganhou medalha de ouro no salto com vara no Mundial de Atletismo realizado em Daegu, na Coreia do Sul, saltou 4,85m e conquistou o primeiro ouro do Brasil em competições mundiais de atletismo. Parabéns Fabiana! Aproveite seus 15 minutos de fama, por que logo logo agente se esquece, os jornais, as revistas e a TV também. Afinal, não importa se são Olimpíadas, Mundiais ou Jogos Panamericanos, no final das contas voltaremos sempre para boa e velha"ditadura futebolesca" dos campeonatos: Brasileiro, Paulista, Libertadores da Copa do Brasil...





Legenda de esportes e atletas citados acima:
1- Skate
2- Volei
3- Surfe
4- Natação
5- Ginástica Olímpica
6- Atletismo
7- Salto em distância

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bastardos Inglórios

Trecho do documentário
O território e a Festa: Estética Juvenil Globalizada e os Jovens Excluídos 
vídeo baseado no texto de Glória Diógenes


Documentário da Agência experimental ACME
Curso de Comunicação Social
Faculdade de Educação São Luis - 2008

Somos os novos “selvagens”
Os bárbaros do mundo moderno
Aqueles que os civilizados vêem
Mas preferem renegar pra se sentirem menos culpados...

Somos filhos bastardos da mãe sociedade
Que não nos abortou ainda no ventre
Mas se arrepende e nos castiga dia-a-dia
Por ainda termos força
Por ainda termos vingado.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quem mexeu no meu lixo?



6:30 da manhã
Sexta-feira
Dia de pôr o lixo na rua...
Me levantei contrariada, peguei as sacolas e abandonei-as na lixeira como sempre, com indiferença.
Foi aí que testemunhei uma das cenas mais marcantes da minha vida e fiquei ultrajada...ofendida!
Duas pessoas avançaram sobre meu lixo e com agilidade nas mãos começaram a garimpar entre os restos...
O que haveria entre as sobras de casa que pudesse despertar tamanho interesse?
Indignada eu vi... E o que para mim eram apenas resíduos, detritos caseiros, para eles eram valiosos tesouros: embalagens, papéis e latinhas... Eles examinavam cada garrafa vazia, como avalistas que analisam o valor de uma jóia. Até a comida que julguei dispensável, foi separada de lado, com cuidado... Foi promovida, não seria perdida em um saco qualquer. 
Aquilo mexeu comigo, tive vontade de gritar para não tocarem no lixo!
Não era apenas piedade ou altruísmo, na verdade quis gritar porque me sentia humilhada.
Se eu joguei, descartei, é porque não me serve, e se não serve para mim, não deve servir a mais ninguém!
Me senti invadida
O lixo é algo delicado, particular, é minha intimidade suja, imunda e vulgar.
Meu lixo fala coisas sobre mim e não quero que descubram que me exponham.
É orgulho, é revolta, é um retrato real de pessoas opostas. Eu na verdade não vejo nada além do que lixo, mas para eles tudo tem um sentido, é o valor sustentável é o sustendo nas sobras...
Engoli o remorso, entrei pela porta.
Parece que agora tudo tem mais valor.



Eles não têm nomes,
São estranhos,
Vivem à margem da sociedade
No limite da cidade
E o máximo de dignidade que um dia vão sentir
É no lixo de um rico
É na sobra de um burguês
Mas todo anônimo tem uma história...
Se eles mexeram comigo e mexeram no meu lixo
Ainda vão mexer também com vocês.




Cena do documentário de Vik Muniz "Lixo Extraordinário"
EU RECOMENDO!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O segredo da felicidade

Em 1950
A felicidade era abstrata
Estava na família, no casamento, no trabalho... no lazer.
Ser feliz era simples
Pois havia alegria nos momentos banais: nas conversas furadas, nas receitas de Vó, na missa de domingo e nos vizinhos de sempre.


Hoje 
A felicidade mudou
Agora ela é concreta, complexa... Exata
Ela pode ter 42 POLEGADAS
500 Gb de MEMÓRIA
Ser QUADRIBAND
Ter 12 MEGAPIXELS
Estar  na MODA
E nas paradas de SUCESSO
Ter banco de COURO e ar CONDICIONADO
Ser TOUCHSCREEM com conexão 3G
Estar On line, On Live e no VIVA VOZ
E é tão fácil alcançá-la
Até possível comprá-la
Em 12x no CARTÃO.

Mas cuidado
Se essa "FELICIDADE" vier com defeito
Com o prazo de validade expirando
Sem garantia de fábrica
Sem seguro anti-furto
Talvez agente continue infeliz pelo o resto da vida.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ecO-lÓgica

"Ecologia:
é a parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem".


Agora pensemos no conceito ecO-lÓgica (separado assim mesmo):
A lógica dos seres vivos.

Se lógica é a palavra que traduz um conjunto de  ideias, argumentos e pensamentos racionais, por que somos tão "animais" e continuamos a degradar o meio ambiente?
Quem são os seres irracionais da história?


"Os organismos da Terra não vivem isolados. 
Interagem uns com os outros e com o meio". 
Se nós continuarmos a extinguir os seres e a devastar o meio, vamos interagir com quem?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Futuro do Pretérito


Definitivamente: 

NADA SE CRIA...
TUDO SE COPIA,
TUDO SE RECICLA
OU SE MODIFICA COM O TEMPO.

Mas é blasfêmia se continuarmos afirmando o quanto somos atuais, originais ou pioneiros.
Somos na verdade reprise, seguimos uma espécie de VALE A PENA VER DE NOVO, que sempre volta com a nostágica sensação de "COMO ERAM BONS AQUELES TEMPOS".
Mas será que nossa criatividade está se perecendo? Não existem mais novidades por aí? 
Ou estamos com preguiça de ousar e realmente arriscar por caminhos ainda nunca explorados?
O pior nem é isso, o pior é que não admitimos o quanto copiamos o passado, disfarçamos e ainda temos a coragem de chamar de...  Releituras. Mas o fato é um só... O SÉCULO 21 - sinônimo dos  NOVOS TEMPOS é mais retro do que devia.
É na moda, na música, na cultura, na política...

NOVAS TENDÊNCIAS? 
veja só:

Champion,
Relógio ícone da década de 80 é um clássico exemplo de  flashback fashion.
De repente está moda (De novo!)


Óculos Ray Ban
A marca nunca saiu de moda, 
mas alguns de seus modelos já estão completando bodas de ouro





De repente o que era masculino, assume seu lado feminino...


Modelo de sapato fechado, de amarrar, que apareceu inicialmente na Inglaterra no século 17, tornando-se muito popular entre os estudantes da Universidade de Oxford, a nova versão do calçado saiu dos pés masculinos para desfilar entre as mulheres. Quem diria...


O xadrez está de volta...
Ou talvez seja apenas uma variação urbana da moda rural


O que faz a cabeça das mulheres nem sempre faz muito sentido
Um dia foi o cabelo das melindrosas, depois o pigmaleão depois a chapinha, depois os cachos, a escova progressiva, depois...
Comece a ler a frase novamente e verá as novas tendências capilares


       
                               Grupo Ronettes (1960)

Estilo Melindrosa (1920) O retorno em 2010


Elas também voltaram... as geladeiras coloridas...
 Por algum tempo até tivemos vergonha delas,
mas de repente as TVs, as geladeiras, os moveis, tudo ficou meio retrô.
Que irônia... Minha vô está na moda e nem faz ideia.




O design dos carros mudou, 
mas para garantir o sucesso de alguns modelos é melhor não mudar de nome, né?

Camaro

Nada mais flashback que as "Novas" novelas da Globo...


Agora só falta regravar: 
Tieta, Dancin’ Days, Renascer, O Rei do Gado, Gabriela, Rainha da Sucata...


Mas o SBT e a Record, também recorrem aos velhos curingas


Quandos os NOVOS sucessos não se tornam  GRANDES sucessos
o jeito é reprisar os velhos. Mas para não parecer ultrapassado
agente renomeia como: Perfil, Acústico, Ao vivo, Remix...


A maior banda de todos os tempos da última semana... já sabia disso

"As músicas mais pedidas
Os discos que vendem mais
As novidades antigas 
Nas páginas dos jornais"



O cinema também tem usufruindo 
de alguns sucesso do quadrinhos para garantir bilheteria.
Ou talvez não existam mais super-herois por aí para salvar o mundo...


 





E na política...Os personagens mudam... 
Mas no fim, continua a mesma palhaçada de sempre: 
Corrupção, falta de ética e outras coisitas mais...



...é, algumas coisas não mudam


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