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domingo, 22 de dezembro de 2024

Amora Maria




Ela chegou como uma visita passageira

E com o tempo dominou a casa inteira…

Encheu nossas roupas de pelos
Nossos dedos de mordidinhas
Nossos dias de alegria

Companheira … companhia
A parceira de sofá, de cama e escrivaninha

Por batismo se tornou Amora,
Minha fruta favorita

Sua passagem tão bonita
vem pelo sabor de sua presença
E pela essência de carregar
AMOR até no nome

Te amamos pra sempre Amora Maria
2017 • 2024


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Flor Primaveril



Eu amo a primavera
Mais que o outono, mais que o verão.
Não quero o calor
A murchar minhas pétalas
Nem mesmo o inverno
A secar meus botões.

Espero ansiosa que a primavera das flores,
Com primor dos amores
Me envolva em ternura
E com sua doçura, me faça florir.

Entre campos e ramos,
Não quero ser a mais bela
Mas serei a primeira
A anunciar a primavera
Para todo jardim.

E assim o inverno
Não será mais calvário
Pois os pingos de orvalho
Que tendem a surgir
Não tornarão os meus frutos murchos ou fracos,
Nem farão que minhas folhas retornem a cair.

Vicejantes então
O que antes tão secas,
Minhas pétalas frescas
Donzelas que enfim, irão se abrir.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Sempre Juntos




 
O abraço que o tempo separa
Amanhã serão braços distantes
O coração que agora te fala
É o mesmo apaixonado de antes
Se desunem nossos laços sufocantes
Nossos traços mesmo assim nunca se perdem
Não desprendem
Nossos corpos sempre amantes
Assim sempre, nossos olhos...
Eternos cúmplices.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pedras não choram

 
Pedras não choram
Não sofrem de dor
Não sentem o sabor
Do fel de viver.
Às vezes desejo ser sólida e lúcida
Como uma pedra que nunca amolece
E nunca entristece seus dias com dúvidas
Talvez eu assim fosse mais forte
Mais dura e fria
No vigor de uma rocha
Não mais sentiria
A fraqueza humana
Nem sua covardia
Mas na verdade só me iludiria
Pois pedras não choram
Não por que são fortes
Mas por que ninguém
As concederam as lágrimas
Pedras não sofrem
Não porque são frias
Mas porque ninguém
As permitiu a vida
E bem assim são solitárias
Caladas numa tristeza muda
Num silêncio surdo
De uma superfície dura
Não sentem a dor,
Nem a solidão do abandono
Sem dono vivo
Sem rumo certo, são inocentes,
Machucam os pés mais imprudentes
E ferem as mãos desavisadas
Entretanto não são culpadas
... Estão sozinhas,
Às vezes numa estrada
Ou preciosas numa jóia
Cobiçadas ou esquecidas
Por isso agora,
Não quero mais ser como elas
Afinal pedras não choram
Porque não podem,
Se pudessem seriam úmidas
E é bem certo, elas são frágeis,
Às vezes cedem...
Quando se partem, às vezes sofrem,
Porque não podem ser sempre fortes
Ás vezes quebram,
Porque o destino de uma pedra
Ás vezes é duro
Ás vezes é frágil...

segunda-feira, 26 de março de 2012

O mistério por trás de uma face


O disfarce da alma doente
É a face fingida e contente
Que esconde a dor de um corpo
Insanidade de um louco
Por trás de um olhar invisível
E a tristeza profunda invencível
Que disfarço num sorriso amarelo
Não quero que a vejam e por isso
Faço oculta e jamais a revelo
Pois o mistério que envolve meu íntimo
Escondo dos olhos sinceros
Para que não descubram os segredos
Do meu pobre corpo singelo
E assim minha face tão falsa
Disfarça o maior dos pecados
A dor de um amor rejeitado
Dentro de um coração condenado
A morrer sem dizer a ninguém
O amor que tenho guardado.

domingo, 11 de março de 2012

Criatura


O sopro de Deus me trouxe a vida
A vida me fez humana
Não santa e nem divina
De corpo e de alma insana.

O barro me deu a forma
Estética forma imperfeita
Receita que o homem deforma
Recria reforma e rejeita.



O mundo me emprestou um caráter
Imprestável disfarce indigno
Por isso sou apenas a parte
De um traje de carne iníquo

Por isso sou só um pedaço
De barro de terra esculpida
Na argila que envolve a vida
Na pele que acolhe a alma, 
alma pobre e vazia.

Por fim, não por mim eu fui feita.
Na beira da boa vontade
Infelizmente não sou a imagem
Da obra de arte de meu escultor.

Infelizmente não sou o retrato
Abstrato do meu criador
Me tornei criatura imperfeita
Gravura eleita de amargo sabor.
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