Outro dia me peguei observando uma caixa de papelão esquecida no canto da sala. Dessas comuns, que chegam com encomendas e, quase sempre descartamos sem remorso.
Mas naquele dia ela não era só uma caixa, fiquei pensando filosoficamente
sobre ela, seu valor e função:
Para
quem vende
A
caixa é indispensável. Protege, guarda, viabiliza. Sem ela, o produto não chega
inteiro, não chega direito, não chega. Ela tem custo, tem função, tem
importância estratégica. É parte do negócio.
Para quem compra
A caixa é um parque de diversões, em segundos se torna arranhador, esconderijo, território, palco de pequenas batalhas imaginárias. Não há cálculo, nem
utilidade prática. Há prazer, afeto e brincadeira.
E
foi então que me veio a pergunta inevitável: afinal, para quem a caixa é mais
importante?
Talvez a resposta não esteja na caixa, mas no olhar que a
atravessa.
Porque
o valor nunca esteve no objeto, mas no ponto de vista.
E talvez seja assim com quase tudo na vida.
Há quem veja custo, quem veja descarte, quem veja oportunidade e
quem veja encanto.
A caixa continua sendo só uma caixa.
E eu continuo sendo apenas uma pessoa pensando aleatoriedades sobre
objetos inanimados na minha sala.
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