segunda-feira, 8 de agosto de 2011





Normalmente o ÓDIO
das pessoas
em relação à segunda-feira 
é REFLEXO de um domingo 
mal sucedido
...

domingo, 7 de agosto de 2011

Cromo Somos?

Eu lhes digo como somos
Somos como... Cromossomos
Na verdade não só isso
Somos parte de outros corpos
Quase cópias de nossos pais
Imitação de nossos avôs.

Nossos traços são xérox
Que evitamos comparar
Coincidências e semelhanças
À vista face são notadas
Ou na face oculta de um DNA.


Um gene só não é família
Genealogia são genes parentes
São velhos sonhos e descendentes
Sangue do sangue nosso
Nosso nome também nos une
Os nossos traços são repartidos
São divididos e nos reúne.
Hereditária nossa aparência
Na descendência nos revigora
Pois no fundo sempre soubemos
Que somos apenas... Cromossomos
Restos genéticos
Padrões estéticos, e hereditários,
Formas perfeitas
Defeitos falhos
Que recebemos e repassamos
Como semelhança, como herança de família.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O caminho




A nós jovens...
De destino incerto
De certos instintos
De medo nos olhos
Mas coragem nos passos
Não nos resta mais nada
A não ser andarmos sem rumo
Por um mundo difícil
De difíceis escolhas
Porém nossos pés
Ainda imaturos
Nos leva a caminhos
Que nos faz tropeçar
Mas nosso corpo é robusto
E não faz que alguns sustos
Nos deixe abalar
É por isso que ás vezes
Procuramos atalhos
Caminhos tão falhos
Que nos fazem falhar
Cabisbaixos então ficamos à beira
Parados à espera, de um ânimo novo,
Que nos faça de novo
Seguir sempre em frente
Na verdade, ninguém nos entende,
E quando entender-nos
Estaremos bem longe
Maiores e mais fortes
Não precisaremos de suportes.
Nossos passos serão mais decididos e seguros
Não teremos mais incertezas a confundir nosso rumo,
E pelo caminho que passamos
Talvez o rastro que deixamos
Guiem outros passos
...Tão incertos e tão jovens,
Quanto um dia foram os nossos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

EcO-irOnia





Devastamos as florestas, 
Prejudicamos a natureza 
Depois contratamos paisagistas 
Para construir nossos jardins

sábado, 30 de julho de 2011

Women... Frauen... Mujeres... Mulheres


Sim nós assumimos...

Temos medo de baratas
Choramos sem motivos
Amamos sem preconceitos
Descuidamos do carro
Mas jamais dos cabelos.
Exalamos sensualidade no passo, nos traços, na fala
O poder da conquista nas pontas dos lábios
Mas sábios concordam:
Mudamos de personalidade nos dias de TPM



Ficamos nitroglicerina
Instáveis,
Sensíveis,
Inflamáveis,
Altamente explosivas
Porém, há quem diga
Que somos quase heroínas
A história confirma
Conquistamos o voto, os esportes, o mercado de trabalho
O mundo dos negócios, a política.

Sim, nós assumimos...
Acho que ainda vamos dominar  o mundo!
(Imagem - Capa do Audio Livro: Por que os homens amam mulheres poderosas - Sherry Argov)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dose Poética nº 6




Meu peito não é represa
A conter a dor que sinto
Nem mesmo um sertão
A tornar meu amor extinto
Na vereda seca de um desamor...

sábado, 23 de julho de 2011

O que faz você feliz?


Agora a pouco estava pensando sobre a felicidade, em sua simplicidade não há nada tão complexo. Como uma sensação pode ser tão forte, tão quente e ao mesmo tempo breve?


Não há fórmulas para ser feliz, não há métodos teóricos, procedimentos lógicos ou equações matemáticas, que possam produzir, reproduzir ou eternizar a felicidade.
A genética não consegue clonar, a medicina não pode doar, e nem a encontramos embalada nas prateleiras de supermercados.

Falando em supermercado, em 2007 o Pão de Açúcar criou uma campanha institucional e veículou nacionalmente com o nome de: O QUE FAZ VOCÊ FELIZ?
Talvez a felicidade não tenha fórmula, mas com certeza a campanha pode traduzir um dos maiores segredos de nossa existência: ser feliz é fácil, quando olhamos os espaços dos momentos mais simples que vivemos no dia-a-dia.



Reflexões de Janaia:
Essa é a minha versão DO QUE ME FAZ FELIZ...

Pão com mortadela
Vista da janela
Passeio de moto
A foto antiga
A velha amiga
Colo de pai
Comida de mãe
A música preferida
Aquela roupa mais querida
Um cafuné do namorado
Banho demorado
O que faz você feliz?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigo

Aos amigos que guardo. Os de perto e os de longe...
Aqueles que ficaram, passaram ou continuam distantes
Essa é minha homenagem a todos aqueles que um dia chamei de AMIGO...

 

















Que na nossa amizade
A confiança seja a expressão
De um elo de cumplicidade
Que não se desgaste
Nem se acabe
Na breve distância que nos separa
Nem se esqueça
Nem nunca pereça
No vago instante de uma distração.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Reticências

Três pontinhos de infinitas possibilidades
Quantas coisas a dizer nesse espaço de pensamento.
Me faltam palavras, e as que não faltam
Morrem nas pontas dos lábios.
Pausa inefável...
As reticências preenchem o  vago,
Ora enfáticas.
Outrora hesitantes.

Instantes de espera...
É isso!
As reticências, são o suspense das palavras
Pausa dramática...
Entre elas fica a dúvida, o segredo, a imaginação
Talvez por isso eu goste delas
Reticências é Liberdade
 Ponto final é escravidão...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Flor primaveril

Eu amo a primavera

Mais que o outono, mais que o verão.

Não quero o calor
A murchar minhas pétalas
Nem mesmo o inverno
A secar meus botões.

Espero ansiosa que a primavera das flores,
Com primor dos amores
Me envolva em ternura
E com sua doçura,
Me faça florir.

Entre campos e ramos,
Não quero ser a mais bela
Mas serei a primeira
A anunciar a primavera
Para todo jardim.

E assim o inverno
Não será mais calvário
Pois os pingos de orvalho
Que tendem a surgir
Não tornarão os meus frutos murchos ou fracos,
Nem farão que minhas folhas retornem a cair.

Vicejantes então
O que antes tão secas,
Minhas pétalas frescas
Donzelas que enfim,
Irão de se abrir.

domingo, 10 de julho de 2011

Futebol é coisa de menina também!

Durante a infância, enquanto minhas amigas brincavam de "casinha" com suas bonecas Barbie e faziam "comidinhas" com suas "panelinhas" de plástico, eu ia pra rua jogar futebol. Para desespero da minha mãe e estranheza do meu pai, lá estava eu, shorts e tênis surrado, entre os meninos da vizinhança. Era na quadra da escola e no campinho do bairro: minhas pernas cumpridas e canelas magrelas, entre os chutes e dribles, gols, caneladas... Pura alegria de criança, mas quando voltava para casa era sempre o mesmo sermão:

_ MENINA, PARA COM ISSO, FUTEBOL É COISA DE MENINO!

Insisti por muito tempo e até arrisquei na minha possível carreira futebolística... Com o tempo desencanei.

Hoje sou mera expectadora, torcedora convicta de um futebol feminino que está em ascensão. Mas ainda é evidente que as meninas de chuteira estão à anos luz do glamour e importância que o futebol masculino alcançou. A elas falta estrutura, exposição na mídia, apoio, patrocínio, treinamento e salários equivalentes. Igualdade é isso, oferecer as mesmas possibilidades para que elas tenham também as mesmas chances de fazer bonito no futebol.

A Seleção Brasileira de Futebol Feminino é uma prova disso, mesmo não tendo todo aparato da Seleção masculina, está 3º lugar no ranking da FIFA, lamentavelmente, hoje perderam para as americanas nos pênaltis depois de um jogo intenso, extenso e dramático, mas isso não tira o brilho dessas meninas, que jogaram com raça, garra e amor a camisa, falta sim um pouco preparo e técnica, mas sobra talento e vontade, pois elas não jogam por vaidade ou estrelismos, elas jogam por reconhecimento e igualdade.

Entre “Patos e Gansos”, que Mano ostenta, não preciso falar, pois desaprovo o preciosismo e o egocentrismo de craque, prefiro a simplicidade de quem faz seu trabalho sem ganhar tantos milhões, por isso falo dos nomes que poucos conhecem, mas que também fazem parte da nossa Seleção:  falo de Cristiane, Érika, Fabiana, Formiga, Renata, Aline, Maurine, Ester, Andréia, Fran, talentos quase anônimos com suas chuteiras discretas.

Os torcedores saúdam Neymar, o prodígio, a estrela do momento, mas ele pouco me impressiona... Prefiro Marta – A melhor das melhores, simples, hábil e certeira, ela sabe a responsabilidade que tem, e quanto vale a camisa que veste...

Marta, quando crescer quero ser como você!



Semifinal da Copa do Mundo de Futebol Feminino 
(2007, China)
Brasil 4 x 0 Estados Unidos

Apesar de tudo... Valeu meninas!!!


 Copa do Mundo de Futebol Feminino 
(2011, Alemanha)
Brasil 2 x 2 Estados Unidos
Brasil 3 x 5 Estados Unidos - nos  penaltis

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dose poética nº5



"Nunca programe momentos felizes,
pois a felicidade é inesperada
ela nunca vem com dia
ou hora marcada".

terça-feira, 5 de julho de 2011

De leão...

É engraçado como somos irônicos.
Tentamos ser honestos com todos,
Mas mentimos sempre para nós mesmos.
Exemplo pessoal: Vivo jurando que não ligo para horóscopo, mas cá estou eu novamente lendo meu perfil astral:

Perfil de Leão
Elemento: Fogo  - concordo
Planeta Regente: Sol concordo
Signo oposto / complementar: Aquário será?
Virtudes: Criatividade, brilho pessoal, liderança  - com certeza!
Desafios: Egocentrismo, autoritarismo - odeio admitir, mas concordo
Número: 1 - não sei dizer...vou jogar no bicho
Cor: Dourado concordo

É tenho que admitir, sou de leão...

- De manhã quando acordo, "juba" ligeiramente despenteada, canto para mim mesma:
"Gosto muito de te ver leãozinho
Caminhando sob o sol".

- No amor:
Gato dengoso

- Quando nervosa:
Gato selvagem

- Nos dias de TPM
"Viro uma fera".

- E sempre que possível:
Rei da selva!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Muitos dentes e pouco juizo



Sempre fui ao dentista, e desde criança nunca tive medo ou receio.
Foram obturações... extrações... e na escola muito fluor. Mas ao contrário da maioria das pessoas, as questões odontológicas nunca me incomodaram.
Confesso que eu tinha muitos motivos para fugir do dentista, meus dentes eram bem tortinhos, minha boca era uma "mina" de caries até os 10 anos e as técnicas para tirar meus dentes de leite em casa, era de deixar qualquer criança tramatizada!




Ainda assim, cheguei aos 14 anos com a ansiosa esperança de que o "Redentor Aparelho" me garantiria o sonhado sorriso perfeito...
E assim, passei 7 anos com uma série de paramentos metálicos: durante dois anos usei um "freio", como costumam chamar, que vinha da cabeça até a minha boca, era tão estranho e aterrorizante que as pessoas me olhavam na rua e falavam:
_ Esse negócio tá parafusado na sua cabeça?
_ Olha filhinha, se você não parar de chupar chupeta vai ficar como aquela moça ali...

Depois disso, usei o fixo, o móvel e um ferro,que nem sei como chamar, mas que ficava no céu da boca...
Durante esse período, minha dicção foi pro ralo e passei a falar como o Frajola:
_ "Axo que vou comer um paxalinho".

Foram 7 anos entre borrachinhas coloridas, braquetes, visitas periódicas ao dentista e miojo, muito miojo, afinal era uma das únicas coisas "comíveis" depois de apertar o aparelho.
Mas eu pensava como Gloria Gaynor, e dizia para mim mesma: "I will survive".
E sim, eu sobrevivi!
Mas hoje aos 24 anos, passo por mais um de meus "calvários" dentários: a extração dos dentes do Ciso
Na cadeira do dentista, passo a suar incessantemente, a agulha da anestesia, que na verdade deve me tranquilizar pois evitará a dor da extração, me apavora ainda mais.
Nunca tive medo de dentista, e o meu, diga-se de passagem é o mestre da extração.
Ainda assim, estou tensa.
Olho as dezenas de ferramentas de tortura ao meu lado, algumas variações de chave de fenda e pé-de-cabra, que "EXAGERO"... mas é o que parecem.
O processo começa com um "empurra e puxa", "aperta e solta" e aquele sulgadorzinho...
Aff, prefiro não olhar, como se adiantasse.
Minutos depois... eu me liberto dos Cisos, um deles aos pedaços, o outro intácto.
Não importa, a única coisa que penso em dizer é:
_ Hasta la vista baby!
_ Ufa! Acabou, menos dois...


Diário de Bordo

1° Dia:
Estou parecendo o Hurley do Seriado Lost
Inchaço imenso, um pouco de dor... e muita fome!










2° Dia:
Estou  me sentindo igual ao Fofão
Inchaço um pouco menor, dor suportável, e fome de coisas duras  e "calientes".
 

3° Dia:
Versão feminina do Kiko: "Você não vai com a minha cara não?"
Leve saliência buchechal, nada de dor.







sábado, 2 de julho de 2011

Cidadania?


Cidadania não se faz com palavras
Pois palavras não executam ações
Vamos então, deixar de conversa,
Esquecer de vez as promessas
E assumir nosso papel de cidadãos.
Se nos deram direitos e deveres
É por que são esses os poderes
Que nos convém assumir
Já não basta criticarmos o estado
Reclamarmos da política
Chorarmos as injustiças
De uma nação tão desigual
Afina, já é o tempo de mostra a nossa cara,
E dizer que nossa garra é maior que nosso medo
Já é hora de aceitar nossos deveres
Como aceitamos lutar pelo respeito
Que é nosso por direito
Mas que na prática nunca tivemos
E assim... Só assim faremos cidadania
Não apenas com sonhos e palavras
Mas com as lágrimas de um povo guerreiro
Que luta e sonha,
Que sofre, mas não tem vergonha...
De ser cidadão brasileiro.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Discurso da Colação de Grau (Publicidade e Propaganda 2010)

BOA NOITE PAIS, FAMILIARES, PROFESSORES... AMIGOS FORMANDOS

É... Olhando daqui é difícil acreditar que nós, “ex-bixos”, “aqueles” do primeiro dia de aula: sujos, maltrapilhos, mal cheirosos, alguns sem cabelo, sem sapatos, lembram? É difícil acreditar que chegaríamos aqui hoje, mas para contrariar as mentes mais pessimistas e as apostas mais contrárias... Cá estamos, finalmente publicitários.


















Mas não foi fácil, foram 4 anos, entre layouts, briefings, mkt, target e brainstorns, e apesar de toda empolgação do início, com o tempo o cansaço e a ansiedade, começaram a deixar os dias mais lentos, os semestres mais longos, e o TCC então, infinito... A única coisa, que nos manteve serenos e certos de nossas escolhas, foram todos os desafios superados, os amigos conquistados, os momentos eternos, inesquecíveis. E por isso eu digo hoje, por mim e por todos, que 4 anos nunca passaram tão rápido!

Mas não se apressem, para que possamos lembrar... Lembrar da turma da agência, das festas intensas, das várias baladas, Lembrar das clássicas frases, os slogans da turma, por que se a Francine estivesse aqui com certeza diria:
_ Vamo po bar.
Susana com ar debochado falaria baixinho:
_ Pelada?
Maurício se apresentaria:
_ Prazer Antônio Carlos.
Wagner na se intimidaria, levantaria a mão:
_Com licença professor, mestre e doutor.
Adrielly tentaria vender alguma coisa, um consórcio, uma roupa, um sapato ou talvez a própria mãe.
E patrícia, conhecida popularmente como Xuxu perguntaria pela décima milésima vez: Se alguém viu a bendita réguinha azul cheia de bichinhos com um monte de dentinhos.

Mas sempre é bom lembrar, lembrar das paqueras do intervalo e dos intermináveis intervalos, que sempre eram mais longos no Xandel, e para aqueles que já se esqueceram volto a recordar do trágico dia em que uma tartaruga inocente pode sentir na própria pele, ou melhor, no próprio casco o peso de uma verdadeira cagada...Isso preferimos não comentar. Tantas histórias...

É por isso que as lembranças são valiosas, elas nos mostram que o passado valeu a pena... E para nós valeu por cada spot já gravado, por cada slogan por nós criado, pelo comercial que produzimos, bem amador nós confessamos, mas valeu a pena, e não por que foi fácil... Mas por que fomos nós que os fizemos.

É por todos esses momentos, de felicidade e satisfação, de emoção e amizade que devemos comemorar, pois o diploma será apenas aquele impresso em papel vergê, que penduraremos na parede em uma bela moldura, mas as vivências e experiências da faculdade levaremos conosco, em cada pensamento e palavra em cada passo e compasso de nossa rotina diária.

E tenham a certeza de que todo conhecimento que adquirimos: as técnicas, táticas e estratégias, tudo na verdade foi imprescindível para que conseguíssemos o case do maior de todos os produtos, NÓS MESMOS.

É amigos estejam preparados, por que o mercado é exigente e a concorrência mora ao lado.
Estudamos muito, foram 4 anos, entretanto é importante que tenhamos consciência de que enquanto muitos estão à espera dos sonhados 15 minutos de fama nós teremos apenas 30 segundos.

Janeiro 2010

terça-feira, 28 de junho de 2011

Como matar a rotina...


EVITE a televisão, o celular
e a internet por um dia inteiro
E você verá que sobrará mais tempo para você;


Vá ao trabalho e a escola sem carro
e DESCUBRA a paisagem 
Trajetos diários sempre revelam belezas ocultas;


OUÇA músicas que nunca ouviu
Novos ritmos, letras e vozes estimulam a mente e despertam a criatividade;

TRABALHE para ganhar elogios no fim do dia
e não apenas o salário do fim do mês;

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Causos modernos

...durabilidade
Fabricamos produtos descartáveis
E como eles, descartamos a nós mesmos
Relacionamentos, pessoas, sentimentos.
Hoje em dia, até o casamento já tem prazo de validade.


...solidão
Falamos ao interfone,
Telefone, internet, 
E ainda estamos sós
Em nossos quartos solitários.



...tempo
Cultivamos o futuro,
Mas jamais o colheremos
O presente nos dá frutos
Mas só olhamos pra sementes.




...velocidade 
Somos escravos da pressa
Reféns do relógio
Nós chegamos primeiro
E subimos ao pódio
Mas esquecemos o que é
SER PONTUAL


...simplicidade 
Ignoramos os detalhes
Que enriquecem nosso dia
Esquecemos dos sorrisos
Que colorem nossa vida
Os acenos e abraços
De vergonha
Preferimos não mostrar



... essência
Valorizamos as embalagens
Os rótulos e as etiquetas
O conteúdo hoje é apenas
Um recheio com sabor de tutti-frutti

domingo, 19 de junho de 2011

Quem me fará feliz...

Eu quero alguém que me faça feliz
Não me faça sofrer
Que venha como pingos de chuva
A meu corpo envolver
Ou como os raios de sol
Ame acordar de manhã.

Não quero um amor relâmpago
Que acende um instante
Quero uma estrela constante
Eterna a brilhar,
E no céu não seja só um brilhante
E sim um amado
A me conquistar.

Eu quero alguém que sonhe comigo
E não só um amigo a me confortar
No solo, não quero apenas um beijo
Eu quero desejo nas nuvens
E um suspiro infinito nas ondas do mar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dose poética nº4



Nossa vida é como planta
Que germina, brota e cresce
Na primavera ela floresce,
E frutifica nossos sonhos.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Escravos do Corpo

Rostos e corpos bem feitos e bem esculpidos, atraem os olhos seduzem a mente.
O culto ao corpo teve seu auge na Grécia antiga, e cá estamos nós novamente a exaltar os atributos da anatomia humana, em favor do sucesso, da realização pessoal e da felicidade. Em detrimento, valores que realmente fazem a diferença no caráter e na construção do indivíduo têm ficado para segundo plano.
Atualmente a beleza tem tomado espaço na vida das pessoas, somos constantemente induzidos a perder peso, ganhar músculos, a atingir um padrão físico que não é definido por nós, e normalmente inalcançável para a maioria.
Ainda assim nos iludimos,  e nessa busca intensa e às vezes irresponsável, assumimos riscos muito maiores que os benefícios que esperemos: cirurgias duvidosas, regimes, dietas e remédios que prometem resultados rápidos com esforços nulos, atitudes que normalmente trazem mais prejuízos do que resultados.
Entretanto, é difícil tentar assumir uma postura consciente e racional quando na  verdade, todos os meios e mídias nos convencem a focar unicamente à estética e a beleza, e não o bem estar e saúde, nesse contexto portanto, podemos nos considerar ao mesmo tempo vítimas e cúmplices  da situação, uma vez que somos sucumbidos ao ideal de perfeição, somos reféns, mas também somos incentivadores pois, colaboramos com esse ideal e o propagamos também.
É importante que tenhamos sim, uma postura saudável, mas sem nos deixar levar pelos exageros da vaidade, qualidade de vida vai além do diagnóstico de uma balança e auto-estima não depende apenas do espelho, e sim de seu próprio estado de espírito.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Breve felicidade

Felicidade é amiga bem distante
Que se esconde atrás dos montes
E dos morros impossíveis
Até ela não se chega
Não se alcança sua alma
Sua face é oculta,
Pois na penumbra se disfarça
Só se revela ainda discreta
No vago instante de um sorriso
E quando parte
Mal se despede
No breve sopro de um suspiro
Não deixa rastros no horizonte
Para que a tristeza nunca encontre sua sombra de alegria,
Mas no caminho deixa momentos
Poucos instantes de contentamento
A encantar as almas tristes
E iludir os infelizes
Que acreditam que ela venha algum dia
Para ficar eternamente.

sábado, 11 de junho de 2011

Minha própria história de amor: Poesia Estranhos

 
Estranhos

Outro dia nós nos vimos...
Como dois estranhos que se vêem,
Mas não se olham de fato.
Nos fitamos por acaso...
Disfarçamos de propósito.
Não somos conhecidos
Jamais fomos apresentados.
Ainda assim nossas faces já se reconhecem,
Pelos vagos olhares sem pretensão
Acho que até já trocamos sorrisos
Lábios que inquietos se abriram,
Mas nunca abraços ou apertos de mão
Nunca trocamos palavras
Nunca falamos a sós
E como é estranha sua voz
A fala que nunca ouvi.
Como é estranha a existência
De alguém que ainda não conheci
Mas que já fez dos meus olhos cativos
Passivos... Rendidos... Entregues
Não negue o que vê
Para que eu não lhe negue
Você sabe...
Que por vezes tão longe
O olhar que constrói um romance
Não aproxima nós dois
Que por vezes distantes
Os olhos repletos
Discretos amantes
Se amam primeiro
E se amam por nós.
Mas quero ir além disso
Não quero íntimos apenas os olhos
Quero a pele, os lábios e os poros.
Mais próximos, o beijo da boca,
O toque da roupa
E as mãos do afago.


Amanhã: Dia dos namorados,
Solteira convicta, nunca pensei que celebraria esse dia...
Mas aí está, essa poesia traduz o começo da "minha própria história de amor"
Estranhos que se estranharam...se conheceram e se encantaram.


Obs:. Ainda estamos encantados um com o outro 2 anos e 2 meses depois.
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