sábado, 6 de maio de 2017

Coragem de Mãe



(poesia dedicada as mamães de primeira viagem)

Calma mãe, não tenha medo,
O medo não é um sentimento materno
Ser mãe é um alento... Um afago, um remédio.
Ignore boatos
Ser mãe não é um cargo,
Um fardo ou um emprego
É o dedo de Deus
Escolhendo você
Escolhendo entre tantos
Seu ventre amado
Para amar outra vida
E embalar vezes infinitas
Um amor tão pequeno
Que cabe entre os braços
Um amor tão imenso que escorre sob os olhos
Mãe não tenha medo,
Pois ser mãe é coragem
A vontade, o cuidado,
o carinho sem preço
O colo sem endereço
Pois é o abraço da mãe nosso primeiro encontro
De tudo é o começo...

sábado, 22 de abril de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Deixa o tempo passar



Deixa o tempo passar
E levar as histórias
E esquecer as lembranças
E perder as memórias.
Deixa o tempo passar
E apagar nossos passos
E esquecer nossos traços
E matar nossa fome.
Deixa o tempo passar
E destruir os defeitos
E construir os perfeitos
E consertar as besteiras.

Deixa o tempo passar
E escancarar nossos segredos
E dominar os nossos medos
E confessar nossas mentiras.
Deixa o tempo passar
E acalmar a nossa ira
E curar a nossa cólera
E convencer nosso destino.
Deixa o tempo passar
E ensinar-nos a verdade
E mostrar-nos que a saudade
É a única coisa que não passa com o tempo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Sempre Juntos




 
O abraço que o tempo separa
Amanhã serão braços distantes
O coração que agora te fala
É o mesmo apaixonado de antes
Se desunem nossos laços sufocantes
Nossos traços mesmo assim nunca se perdem
Não desprendem
Nossos corpos sempre amantes
Assim sempre, nossos olhos...
Eternos cúmplices.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Trintei




(Essa é minha criança interior fazendo trinta anos)
De repente trinta /
A gente brinca /
Mas o tempo passa /
Quem perde a graça
Morre cedo /
Quem abre as asas /
Vive pra sempre









domingo, 26 de junho de 2016

Crise da maior idade

Hoje acordei dramática...melancólica,
bucólica, nostálgica.
Sabe aqueles dias chuvosos, cinzentos que apertam o peito e a gente não sabe se chora de amor ou ri de saudade? Hoje admito, e bem de verdade acordei mais saudosa, procurei no passado um traço esquecido, um encanto perdido, um pouco de mim. Talvez eu devesse me orgulhar do que sou, do que me tornei: mulher decidida, moderna, com boa auto estima, segura de si e de suas escolhas, mas e a outra? A garota espontânea, insegura, bem humorada, um pouco atrevida, a garota que não sofria pelo futuro, pela espera, não desejava a matéria, sólida, só esperava uma brecha no mundo pra encontrar um momento e esboçar um sorriso.
Abismo. Parece que perdi a magia, as cores que preenchiam minhas fantasias ficaram mais pálidas, acho que é anemia. As fantasias ficaram mais lúcidas, me deram óculos, prefiro a miopia.
Como é estranho quando a gente cresce, desejamos os dezoito mas perdemos os dezessete...
É o mistério do tempo: ganhar alguns anos e perder outros tantos, adquirir a experiência da vida, mas perder no trajeto a inocência dos sonhos. Como é rir de si mesmo? Esqueci.
E agora milhares de vozes sussurram ao pé do ouvido ao pé da mente, são as lembranças, flashes que dançam por dentro do peito, lembranças, que como crianças passam correndo, ficamos torcemos para que elas fiquem por perto e fiquem pra sempre, mas elas nunca ficam, crescem de repente.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Avaliações de fim de ano

Aos que me perguntam como foi 2015, minha resposta não é catastrófica, nem otimista... Não vou dizer que foi ÓTIMO, nem mesmo que foi PÉSSIMO, sou realista, prefiro dizer que foi um ano DIFÍCIL.

Mas que ano não é?

Na verdade o que realmente pesa, não é o ano em si, mas as lembranças que a gente leva pro ano seguinte... E nesse ano quantas lembranças ruins: Decepções financeiras, incertezas econômicas, incoerências políticas, falências morais, pessoais e intelectuais.
Um ano em que fomos desafiados à ser mais fortes, mais justos e ao mesmo tempo menos conformistas.

Ainda assim não posso me queixar, afinal um ano difícil nos obriga a ver beleza nas coisas simples e esperança em meio ao caos, nossa fé é colocada a prova e nossa paciência também. Por isso garanto, nunca aprendemos e crescemos tanto quanto em 2015, um amadurecimento emocional e psicológico inigualável.

 ***

Eu particularmente, descobri em 2015 que a essência de mim mesma não precisa de nada mais do que um "All Star" no pé, um prato de fé e um cafuné de alguém. E como tudo subiu espantosamente  menos meu salário o jeito foi se divertir de graça, passear na praça e tomar banho de borracha no quintal. Fazer jantar à luz de velas em casa, não apenas pra ser romântica mas pra ser econômica.
Aprendi a "a arte do descanso", pois ficar em casa, sem fazer nada também é bom!
Aprendi a "arte do presente" pois é difícil estar no lugar em que se está, e fazer uma coisa de cada vez.

Quantas coisas fáceis aprendi em um ano difícil... A alegria esquecida de ser criança e voltar a soltar pipa, a sutileza implícita de uma tarde de pesca, a nostalgia de escrever um poema em uma máquina antiga, escrever um livro de receitas sem saber cozinhar, e depois de tantos anos, tomar coragem e aprender nadar... O desapego aos cabelos, deixou meus cachos mais curtos e minha alma mais jovem, o desapego as coisas deixou meu cartão mais livre e meu guarda-roupa mais leve. Só não consegui abrir mão de uma boa refeição e desapegar dos quilos que adquiri em 2015.
Então... que venha 2016!


domingo, 20 de julho de 2014

Luto

Que estranha essa tristeza
Esse luto
Como sofrer pela morte de um amigo
Que nem ao menos conheci?
Como sofrer por uma figura
Que nunca vi pessoalmente?
Descanse em paz Rubem Alves
Homem de hábitos simples e sabedoria plena.
Meu amigo de cabeceira
Que se foi sem dizer "oi", nem "adeus".




quarta-feira, 12 de junho de 2013

A prova

Como não amar uma fruta, quem tem amor até no nome?
A maior prova de amor
Não é o arranjo de flores
O chocolate embrulhado
O perfume delicado que você dá.

A maior prova
É o modo como você me olha
E como sempre perdoa
Minha pessoa pela manhã.

A verdadeira prova
É me colher amoras
É me fazer pipoca
E roubar as rosas
de um estranho jardim.

É o cartão dedicado
Escrito e fechado
Que demora horas
Para você escrever.

A maior prova
Não se comprova como cena de novela
Não se decora, nem se revela quando planeja
Ela vem de improviso,
Sem aviso prévio
E sem prévio instinto.









quinta-feira, 26 de julho de 2012

Eu nasci há 26 anos atrás...


"Minha juventude garante vigor, o sabor das infinitas possibilidades.
A maturidade fortalece o espírito de quem ignora a idade,
mas assume o papel de ser relevante no mundo."




O QUE VI DA VIDA?
Não muito. Tenho pouco mais de 1/4 de século.

O QUE APRENDI DA VIDA?
O suficiente para sobreviver esses 26 anos.

(...) nasci em ano de eleição e ainda sim vejo os mesmos equívocos de anos depois.
Nasci no ano que Chernobyl quer esquecer e hoje vivo entre discursos ecológicos, sustentáveis de
quem quer parecer mais VERDE (quanta hipocrisia).
Hoje vivo e domino IPods, IPhones, Tablets e ultrabooks, mas quem diria que eu nasceria justamente no ano apoteótico do vídeo cassete ( q ironia).
Passei pelo cruzado, cruzeiro e real, e nunca vi meu dinheiro valer tão pouco entre tanto consumo.
Tive a oportunidade de ter uma infância nostálgica com direito à bolinha de gude, esconde-esconde e amarelinha.
Tive o prazer de ver Senna correr e a tristeza de vê-lo morrer em uma trágica curva.
Não presenciei  nenhuma grande guerra mundial, mas vi mortes brutais, ditadores frugais
torres ao chão, torturas em vão e em favor de um Deus que nunca clamou pela guerra.
Nesses anos de vida passei por sete copas do mundo, e pude comemorar duas delas ( o Tetra agradeço a Roberto Baggio, o Penta com certeza foi culpa de um Fenômeno).

Quando comecei a escrever tinha um caderno uma caneta e apenas dois leitores (mamãe e papai)
Hoje escrevo em meu Note para tantos, estranhos conhecidos, amigos e os cativos que sempre me acompanham.
Convivo em Redes Sociais, visito salas virtuais.
Conheço muitas coisas em apenas alguns cliques, pensando bem sobre aquela pergunta...

O QUE VI DA VIDA?
Com certeza muitas coisas, mais até do que consigo me lembrar.

janaia fabri - 2012

Último amor

Muitos falam e poetizam sobre o primeiro amor...
eu replico, prefiro o último
O último é marca recente,
é água fervente em ebulição
é a sensação do "pra sempre"
vem de repente
e talvez só dure até amanhã

***

o primeiro amor só acontece uma vez
o último tem sempre reprise...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Meio offline



Minha momentânea ausência
não é porque eu sumi, ou deixei de existir
mas porque permiti
caminhar por outros caminhos
e outras possibilidades...


sábado, 26 de maio de 2012

Corpos Calados


Fina é a melodia do silêncio
Falante a quietude dos olhos
Quando os desejos falam por si mesmo
Eu mesma não falo por mim.

Cala minha boca a beleza da alma
E me cala a simplicidade do coração
Que transparece nas palmas
E nos dedos das mãos
Para acariciarem teu corpo calado.

A pele que o tato contorna
Não fala, mas embaça os poros.
Entrego em seu colo o silêncio
E os suspiros que falam por nós.

Os nós que se fizeram abraço
Não mais nos dirão que é fácil
Desfazer-se palavras de amor
E os lábios que enganaram os ouvidos
Selaram o amor que duvido
Que termine por palavras de dor.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dose poética n° 20


Será que um dia seremos livres de nossos preconceitos, ou continuaremos escravos de nossas equivocadas considerações?
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