quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Sempre Juntos




 
O abraço que o tempo separa
Amanhã serão braços distantes
O coração que agora te fala
É o mesmo apaixonado de antes
Se desunem nossos laços sufocantes
Nossos traços mesmo assim nunca se perdem
Não desprendem
Nossos corpos sempre amantes
Assim sempre, nossos olhos...
Eternos cúmplices.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Trintei




(Essa é minha criança interior fazendo trinta anos)
De repente trinta /
A gente brinca /
Mas o tempo passa /
Quem perde a graça
Morre cedo /
Quem abre as asas /
Vive pra sempre









domingo, 26 de junho de 2016

Crise da maior idade

Hoje acordei dramática...melancólica,
bucólica, nostálgica.
Sabe aqueles dias chuvosos, cinzentos que apertam o peito e a gente não sabe se chora de amor ou ri de saudade? Hoje admito, e bem de verdade acordei mais saudosa, procurei no passado um traço esquecido, um encanto perdido, um pouco de mim. Talvez eu devesse me orgulhar do que sou, do que me tornei: mulher decidida, moderna, com boa auto estima, segura de si e de suas escolhas, mas e a outra? A garota espontânea, insegura, bem humorada, um pouco atrevida, a garota que não sofria pelo futuro, pela espera, não desejava a matéria, sólida, só esperava uma brecha no mundo pra encontrar um momento e esboçar um sorriso.
Abismo. Parece que perdi a magia, as cores que preenchiam minhas fantasias ficaram mais pálidas, acho que é anemia. As fantasias ficaram mais lúcidas, me deram óculos, prefiro a miopia.
Como é estranho quando a gente cresce, desejamos os dezoito mas perdemos os dezessete...
É o mistério do tempo: ganhar alguns anos e perder outros tantos, adquirir a experiência da vida, mas perder no trajeto a inocência dos sonhos. Como é rir de si mesmo? Esqueci.
E agora milhares de vozes sussurram ao pé do ouvido ao pé da mente, são as lembranças, flashes que dançam por dentro do peito, lembranças, que como crianças passam correndo, ficamos torcemos para que elas fiquem por perto e fiquem pra sempre, mas elas nunca ficam, crescem de repente.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Avaliações de fim de ano

Aos que me perguntam como foi 2015, minha resposta não é catastrófica, nem otimista... Não vou dizer que foi ÓTIMO, nem mesmo que foi PÉSSIMO, sou realista, prefiro dizer que foi um ano DIFÍCIL.

Mas que ano não é?

Na verdade o que realmente pesa, não é o ano em si, mas as lembranças que a gente leva pro ano seguinte... E nesse ano quantas lembranças ruins: Decepções financeiras, incertezas econômicas, incoerências políticas, falências morais, pessoais e intelectuais.
Um ano em que fomos desafiados à ser mais fortes, mais justos e ao mesmo tempo menos conformistas.

Ainda assim não posso me queixar, afinal um ano difícil nos obriga a ver beleza nas coisas simples e esperança em meio ao caos, nossa fé é colocada a prova e nossa paciência também. Por isso garanto, nunca aprendemos e crescemos tanto quanto em 2015, um amadurecimento emocional e psicológico inigualável.

 ***

Eu particularmente, descobri em 2015 que a essência de mim mesma não precisa de nada mais do que um "All Star" no pé, um prato de fé e um cafuné de alguém. E como tudo subiu espantosamente  menos meu salário o jeito foi se divertir de graça, passear na praça e tomar banho de borracha no quintal. Fazer jantar à luz de velas em casa, não apenas pra ser romântica mas pra ser econômica.
Aprendi a "a arte do descanso", pois ficar em casa, sem fazer nada também é bom!
Aprendi a "arte do presente" pois é difícil estar no lugar em que se está, e fazer uma coisa de cada vez.

Quantas coisas fáceis aprendi em um ano difícil... A alegria esquecida de ser criança e voltar a soltar pipa, a sutileza implícita de uma tarde de pesca, a nostalgia de escrever um poema em uma máquina antiga, escrever um livro de receitas sem saber cozinhar, e depois de tantos anos, tomar coragem e aprender nadar... O desapego aos cabelos, deixou meus cachos mais curtos e minha alma mais jovem, o desapego as coisas deixou meu cartão mais livre e meu guarda-roupa mais leve. Só não consegui abrir mão de uma boa refeição e desapegar dos quilos que adquiri em 2015.
Então... que venha 2016!


domingo, 20 de julho de 2014

Luto

Que estranha essa tristeza
Esse luto
Como sofrer pela morte de um amigo
Que nem ao menos conheci?
Como sofrer por uma figura
Que nunca vi pessoalmente?
Descanse em paz Rubem Alves
Homem de hábitos simples e sabedoria plena.
Meu amigo de cabeceira
Que se foi sem dizer "oi", nem "adeus".




quarta-feira, 12 de junho de 2013

A prova

Como não amar uma fruta, quem tem amor até no nome?
A maior prova de amor
Não é o arranjo de flores
O chocolate embrulhado
O perfume delicado que você dá.

A maior prova
É o modo como você me olha
E como sempre perdoa
Minha pessoa pela manhã.

A verdadeira prova
É me colher amoras
É me fazer pipoca
E roubar as rosas
de um estranho jardim.

É o cartão dedicado
Escrito e fechado
Que demora horas
Para você escrever.

A maior prova
Não se comprova como cena de novela
Não se decora, nem se revela quando planeja
Ela vem de improviso,
Sem aviso prévio
E sem prévio instinto.









quinta-feira, 26 de julho de 2012

Eu nasci há 26 anos atrás...


"Minha juventude garante vigor, o sabor das infinitas possibilidades.
A maturidade fortalece o espírito de quem ignora a idade,
mas assume o papel de ser relevante no mundo."




O QUE VI DA VIDA?
Não muito. Tenho pouco mais de 1/4 de século.

O QUE APRENDI DA VIDA?
O suficiente para sobreviver esses 26 anos.

(...) nasci em ano de eleição e ainda sim vejo os mesmos equívocos de anos depois.
Nasci no ano que Chernobyl quer esquecer e hoje vivo entre discursos ecológicos, sustentáveis de
quem quer parecer mais VERDE (quanta hipocrisia).
Hoje vivo e domino IPods, IPhones, Tablets e ultrabooks, mas quem diria que eu nasceria justamente no ano apoteótico do vídeo cassete ( q ironia).
Passei pelo cruzado, cruzeiro e real, e nunca vi meu dinheiro valer tão pouco entre tanto consumo.
Tive a oportunidade de ter uma infância nostálgica com direito à bolinha de gude, esconde-esconde e amarelinha.
Tive o prazer de ver Senna correr e a tristeza de vê-lo morrer em uma trágica curva.
Não presenciei  nenhuma grande guerra mundial, mas vi mortes brutais, ditadores frugais
torres ao chão, torturas em vão e em favor de um Deus que nunca clamou pela guerra.
Nesses anos de vida passei por sete copas do mundo, e pude comemorar duas delas ( o Tetra agradeço a Roberto Baggio, o Penta com certeza foi culpa de um Fenômeno).

Quando comecei a escrever tinha um caderno uma caneta e apenas dois leitores (mamãe e papai)
Hoje escrevo em meu Note para tantos, estranhos conhecidos, amigos e os cativos que sempre me acompanham.
Convivo em Redes Sociais, visito salas virtuais.
Conheço muitas coisas em apenas alguns cliques, pensando bem sobre aquela pergunta...

O QUE VI DA VIDA?
Com certeza muitas coisas, mais até do que consigo me lembrar.

janaia fabri - 2012

Último amor

Muitos falam e poetizam sobre o primeiro amor...
eu replico, prefiro o último
O último é marca recente,
é água fervente em ebulição
é a sensação do "pra sempre"
vem de repente
e talvez só dure até amanhã

***

o primeiro amor só acontece uma vez
o último tem sempre reprise...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Meio offline



Minha momentânea ausência
não é porque eu sumi, ou deixei de existir
mas porque permiti
caminhar por outros caminhos
e outras possibilidades...


sábado, 26 de maio de 2012

Corpos Calados


Fina é a melodia do silêncio
Falante a quietude dos olhos
Quando os desejos falam por si mesmo
Eu mesma não falo por mim.

Cala minha boca a beleza da alma
E me cala a simplicidade do coração
Que transparece nas palmas
E nos dedos das mãos
Para acariciarem teu corpo calado.

A pele que o tato contorna
Não fala, mas embaça os poros.
Entrego em seu colo o silêncio
E os suspiros que falam por nós.

Os nós que se fizeram abraço
Não mais nos dirão que é fácil
Desfazer-se palavras de amor
E os lábios que enganaram os ouvidos
Selaram o amor que duvido
Que termine por palavras de dor.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dose poética n° 20


Será que um dia seremos livres de nossos preconceitos, ou continuaremos escravos de nossas equivocadas considerações?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Atendimento nota...

Não sei se é um problema exclusivo da minha cidade... E não sei também se é implicância minha, mas tenho que comentar que uma das maiores falhas das empresas não está nos produtos ou serviços que elas oferecem, e sim... nas pessoas que elas contratam "O ATENDIMENTO".
É lamentável o D-E-S-P-R-E-P-A-R-O... 
E despreparo não é inexperiência, inexperiência é um período de aprendizagem e aperfeiçoamento que todo mundo passa ao entrar no mercado de trabalho ou assumir uma nova função, mas convenhamos tem muita gente com 15 anos de mercado e que ainda não passou dessa fase de aprendiz.
Poderia contar uma infinidade de situações que presenciei... Mas isso estenderia muito essa conversa. Mas sabe o que é mais engraçado? 
É que ao sair de casa, e conversar com empresários eles me dizem que tem empregos a oferecer, mas não há pessoas capacitadas para ocupar essas vagas... Converso com pessoas desempregadas e elas me dizem que não há oportunidades de trabalho (OPA! TEM ALGUMA COISA ERRADA AÍ).

 ***

Eu, publicitária por formação, vendedora por paixão, exerço duas funções as quais é fundamental e indispensável um bom atendimento. Mas o que rege um bom atendimento?

- Não contabilize seu trabalho pelo salário que você ganha... "sempre faça o máximo com o mínimo"
- Agilidade e eficiência também são diferenciais.
- Servir não é ser escravo é ser útil para alguém.
- E o mais importante: Se você não gosta do que faz... NÃO FAÇA, MUDE DE EMPREGO!

Talvez o dia que os funcionários entenderem que tudo o que eles aprendem e desenvolvem não enriquece somente as empresas, mas também a si  próprios, eles terão mais prazer em trabalhar e passarão a ser sempre o FUNCIONÁRIO DO MÊS.

E o dia que as empresas entenderem que o maior patrimônio que elas possuem, são os funcionários que elas conservam, haverão pessoas trabalhando mais motivadas, clientes mais satisfeitos e consequentemente empresas mais lucrativas.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dose poética nº 19



Poucas coisa valem a pena nessa vida,
a capacidade de dividir nossas conquistas é uma delas...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pedras não choram

 
Pedras não choram
Não sofrem de dor
Não sentem o sabor
Do fel de viver.
Às vezes desejo ser sólida e lúcida
Como uma pedra que nunca amolece
E nunca entristece seus dias com dúvidas
Talvez eu assim fosse mais forte
Mais dura e fria
No vigor de uma rocha
Não mais sentiria
A fraqueza humana
Nem sua covardia
Mas na verdade só me iludiria
Pois pedras não choram
Não por que são fortes
Mas por que ninguém
As concederam as lágrimas
Pedras não sofrem
Não porque são frias
Mas porque ninguém
As permitiu a vida
E bem assim são solitárias
Caladas numa tristeza muda
Num silêncio surdo
De uma superfície dura
Não sentem a dor,
Nem a solidão do abandono
Sem dono vivo
Sem rumo certo, são inocentes,
Machucam os pés mais imprudentes
E ferem as mãos desavisadas
Entretanto não são culpadas
... Estão sozinhas,
Às vezes numa estrada
Ou preciosas numa jóia
Cobiçadas ou esquecidas
Por isso agora,
Não quero mais ser como elas
Afinal pedras não choram
Porque não podem,
Se pudessem seriam úmidas
E é bem certo, elas são frágeis,
Às vezes cedem...
Quando se partem, às vezes sofrem,
Porque não podem ser sempre fortes
Ás vezes quebram,
Porque o destino de uma pedra
Ás vezes é duro
Ás vezes é frágil...

segunda-feira, 26 de março de 2012

O mistério por trás de uma face


O disfarce da alma doente
É a face fingida e contente
Que esconde a dor de um corpo
Insanidade de um louco
Por trás de um olhar invisível
E a tristeza profunda invencível
Que disfarço num sorriso amarelo
Não quero que a vejam e por isso
Faço oculta e jamais a revelo
Pois o mistério que envolve meu íntimo
Escondo dos olhos sinceros
Para que não descubram os segredos
Do meu pobre corpo singelo
E assim minha face tão falsa
Disfarça o maior dos pecados
A dor de um amor rejeitado
Dentro de um coração condenado
A morrer sem dizer a ninguém
O amor que tenho guardado.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dose poética nº 18


Nosso maior patrimônio são as pessoas que amamos
Nosso maior território é o espaço entre os braços 
daqueles que desejamos...
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