quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Soneto da saudade

Você vai para onde a saudade é mais intensa
Pra onde meus olhos não mais te enxergam
Pra onde as mãos não mais te alcançam
Distância de onde a tristeza sempre regressa.

Você vai sem o remorso de um amor perdido
E eu fico com a certeza de um amor distante
A espera de um instante
Espero sua volta, espero seu carinho.

Desejo que o caminho
Longo e solitário
Te faça lembrar de mim.

Desejo que a saudade
Lhe traga numa bela tarde
E lhe faça me amar... Enfim

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dose poética nº 12


Espero um homem,
Que na essência seja de barro
E não do rancor amargo
Que pingou na terra
E manchou o mundo...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Um pouco de mim...

Se esse post fosse uma imagem, o chamaria de auto-retrato
Como utilizo palavras, o batizarei como: "biografia resumida e autorizada de mim mesma"...


(...)
Não sou intelectual
Naturalmente livre
Evito formalidades
Escrevo por prazer, não por vaidade
Cuido do que amo
Amo o que possuo
Carrego em minha bolsa
Uma boa dose de gentileza
Levo como arma
Um sorriso certeiro
Ele é o que tenho
Para desarmar aqueles
Quem tentam me ferir...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Poema sem censura

É aqui que eu me encontro
É aqui que eu me esqueço
Embolada nas palavras
Nos fonemas, nos acentos,
Nas estrofes problemáticas
Nos poemas, nos sonetos.
Mas não quero a gramática
A barrar meus pensamentos
Eu não quero a sintática
A tomar meu pouco tempo,
Pois escrevo com desejo
De fazer de cada verso
Livre verso sem defeito
Livre rima sem censura
Escultura que contorno
Entre parágrafos sem razão
Eu evito os bons modos
Da ortografia e da conjugação
E ao contrário de outros poemas
Esse meu nunca se prende
Ao dilema de uma vírgula
Ao tropeço de uma sílaba
Nem ao limite de um ponto final

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Saudades da escola

Quando eu ia à escola
E voltava de ônibus
Todo dia era uma incógnita
Todo dia um mistério
Quando não me atrasava
Tropeçava na rua
Para nenhuma manhã copiar a outra
Às vezes esquecia um livro
Arranjava um motivo
Inventava uma história
Mas nenhuma delas era igual à outra
Em algumas ocasiões
Até ficava calada
Estranhamente parada
Não escrevia nada
Para nada ser igual à ontem
E assim o ano todo
Todo capitulo inédito
Nenhum tédio pairava
Nenhum dia imitava o outro
Mas hoje,
Hoje até parece cópia de ontem
Que é reprise da semana passada
Conversa fiada
Decorada
De tanto ser dita.
Não há mais mistérios nos dias que vivo
Pois são dias tão mortos
Que nem me surpreendo ao vivê-los de novo
Não há mais imprevistos
Muito menos, surpresas agradáveis,
Meus dias agora
São apenas seqüências
De manhãs tão idênticas
Tão sem graça
Que começam com traças
Roendo as portas
E terminam com as molas
De minha cama quebradas
Talvez agora e por isso
Eu desabafe um suspiro
E confesse aos livros...
Que tenho saudades da escola.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cumplicidade

"Cumplicidade é dividir sonhos,
quem sonha junto
Nunca ri sozinho"...


Um dia sonhei em conhecer um escritor, seu nome: Fabrício Carpinejar. Poeta, cronista, um artista das palavras, entre tantos tão queridos, ele é um dos meus preferidos, seus livros disputam minha estante, suas palavras habitam minha cabeceira. Um estranho conhecido, afinal, nunca o vi pessoalmente, "mas conheço seus escritos, e se conheço o que escreve, o conheço quase um pouco".
Numa dessas ocasiões, "apresentei" Carpinejar à um amigo (Marcelo Ferreira, de blusa preta na foto) e a partir daí passamos a dividir um gosto mútuo: o prazer de ler Carpinejar. Tempo depois Marcelo participou de uma das feiras do livro de Ribeirão Preto,  e justamente lá, teve a chance de conhecer Carpinejar, mesmo eu não tendo ido, tive uma boa surpresa, entre os vários materiais que Marcelo levou e mostrou a Carpinejar, havia um singelo poema meu (http://janaiafabri.blogspot.com/2011/08/o-caminho.html) e foi assim que eu e Carpinejar nos conhecemos.

 A foto ao lado registra o exato momento que um estranho conhecido conhece uma anônima poetisa. Meu agradecimento ao Marcelo, um amigo que partilha sonhos e contraria tudo, e claro, ao Dú da Matta, os olhos fotográficos que registraram o momento afinal, um fato não é nada sem uma boa imagem, obrigado meninos... Mesmo a distância foi um prazer conhecer Carpinejar.

"conheço seus escritos, e se conheço o que escreve, o conheço quase um pouco"



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Retrato Quadrilátero

Eu me sinto como a moldura de um quadro
Não sou o centro
Eu sou o lado
Meus sonhos ficam de canto
Meus sofrimentos são equiláteros
Não sou a obra
Sou um detalhe
Que tem valor
Mas pouco vale
Quantas vezes a minha dor
Se derramou sobre as pinturas
Fazendo delas traços borrados e cores turvas
Manchando as linhas e paisagens
Tornando as cores vagas miragens
Deformes e abstratas
Arte que eu mesma fiz
Mas que não passa de um retrato
Quadrilátero da minha alma
Magoada e infeliz.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Espera...

Ansiedade,
Aquela sensação que antecede o novo,
A ebulição que estimula o corpo.
Ela que me tira o sono à noite
E levanta meus ombros toda manhã
Mantém a mente pulsante e volátil,
O coração asfixiante e asmático,
Uma euforia estranha,
Que sai das entranhas
E aperta as palavras... sufoca as cordas vocais.
Ansiedade é o poder de fazer de um instante a eternidade
A espera...
A mistura do medo e expectativa

A esperança contida em um só pensamento...
Muitos chamam de pânico
Para mim é o ânimo
A ansiedade precede o novo
O conforto escraviza mentes
O mundo é pacato demais
Fechado demais, parado
Ansiosamente,
Continuarei a perder o sono com sonhos distantes e absurdos
Expectativas movimentam os olhos,
Mas a vontade modifica mundos
Bagunçarei as ideias exatas
As lógicas matemáticas
A pontualidade britânica
E não morrei de remorso
Porque é mais que espera...É libertação.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

pOesia em áudiO e víDeo nº 5

Marisa Monte Diariamente



Já que tiraram todos os clipes nacionais da música, tive que importar essa versão que tem legenda em alemão...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O primeiro...

Sempre gostei de ler, e com o tempo me tornei do tipo que lê de tudo e qualquer coisa: livro de auto-ajuda, jornalzinho de igreja, bula de remédio, rótulo de shampoo, mal me lembrava que tudo começou com um pequeno livro, o primeiro da minha coleção...


Esse livro foi um presente de um amigo (Chiquinho), ganhei no meu aniversário de 4 anos e o guardo até hoje, por carinho e importância é o meu preferido, afinal o primeiro agente nunca esquece...


"Leitura é uma paixão profunda
Que inunda os olhos e purifica a mente
Quem se apaixona não se arrepende
Quem lê aprende
A bela arte de decifrar palavras".

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dose poética nº 10



“A esperança é feito uma pequena chama que pode ascender grandes fogueiras, sem nunca deixar apagar a brasa de uma ardente paixão”.

O cárcere dos olhos

Os meus olhos que há tempos distraídos
Olhos perdidos na imensidão do seu olhar
Já não vêem os seus como antes
Na verdade não querem vê-los nunca mais
Pois os seus olhos me fizeram prisioneira
Me prenderam,
E renderam meus sentidos
É por isso que meu pedido
É não te ver novamente
Para não ver meu coração
Mais uma vez entristecido
A sua imagem me corrói e me machuca
E eu quero oculta sua face que castiga
Não me estenda as mesmas mãos que me afastaram
Pois minha angústia não precisa de ajuda
Deixe-me sozinha com meu sentimento
Pois se não viu o meu amor
Jamais verá o meu lamento
Não derreta-se agora em compaixão
Pois não preciso de piedade
E sim de um coração
Que me ame de verdade
E um olhar que logo à tarde
Não se feche como o meu
Nem me prenda como o seu.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Parafraseando René Descartes

"Penso, logo existo"  -  René Descartes
Janaia diria...

No vestibular:
"Erro, logo rabisco"

No jogo de cartas:
"Perco, logo insisto"

No shopping:
"Compro, logo existo"

Em casa:
"TV, logo assisto"

No banco:
"Dinheiro, logo invisto"

Na vida:
"Sonho, logo conquisto"

No amor:
"Sofro, logo persisto"

No trabalho:
Logo?
Existo?
Com certeza, imprevisto...

domingo, 18 de setembro de 2011

Prazer em conhecer

Às vezes fico tentando lembrar em como conheci certas pessoas... E há alguns dias atrás decidi fazer uma brincadeira. Decidi selecionar os amigos que estavam na lateral da minha lista de amigos do facebook e descrever como os conheci... Veja o resultado:

Marcio:
Conheci meu namorado na piscina de um clube... ele fingia que não me olhava eu fingia que sabia nadar... Com o tempo tive que ter uma "abordagem agressiva". Talvez se eu não tivesse tomado iniciativa ele estaria ainda nadando para me impressionar.

Natalia:
Natalia é da família... Uma das minhas primas queridas. A conheço desde que nasceu... Na foto ela está rindo, mas quando criança tinha o choro mais estridente que já ouvi.

Valéria:
Conheci a professora Valéria em uma escola, mas não fui sua aluna nem colega de profissão, só sei que passamos muitos intervalos trocando conversas e muitos e-mails de humor.

Flapi:
Mais que um trabalho o colégio, foi uma experiência de vida , lá trabalhei, fiz grandes amizades e tive muitos aprendizados.

Sidney:
Não conheci o Sidney como Sidney, o conheci como Biju, apelido que nunca descobri porque, ele era amigo cativo de meu antigo  patrão, sem querer e com o tempo se tornou um amigo cativo meu também.

Jeferson:
É um dos meus amigos mais antigos, o conheci na  5ª série, e até o colegial nos mantemos praticamente inseparáveis, dividimos risadas, segredos, festas e muitas dores de cotovelo, o melhor e o pior do  meu passado guardo com ele..rsrs

Samira:
Conheci Samira recentemente em sua loja, mas uma coisa pude perceber de imediato, além de ser uma mulher dedicada à família e aos negócios ela tem muito bom gosto em tudo o que faz.

Taisa:
É engraçado, mais ainda não a conheço oficialmente, tive o prazer de conhecer seus pais, mas ainda a tenho como uma cliente e amiga virtual, que sabe em breve nos veremos pessoalmente.?
Jéssica:
Jéssica é minha sucessora, assumiu com muita competência minha função no meu antigo trabalho, nos conhecemos por esse motivo, é uma colega de função e de profissão (PUBLICIDADE NA VEIA).

Heloisa:
Ela é conhecida pela sua "temível' profissão, dentista. Mas além de ser uma brilhante profissional, é impossível não adorá-la pela sua simpatia.

Daniela:
Conheço a Dani há muito...muito tempo, somos amigas de longa data. A 4ª série  nos uniu e até hoje não perdemos contato, é uma amizade que quero manter até a velhice, afinal quem vai me acompanhar aos bailes da terceira idade?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Insônia

Por entre as estrelas
Ao longo das noites
Por meio dos sonhos
E dos: _ “Boa noite”

Sonos perdidos
Noites em claro
Desejos contidos
Pesadelos à parte.

E meus passos inquietos
A perder-se de vista
E meus olhos cansados
Dizendo:_ Adormeça.


Sou mais um entre tantos
E não sou o mais fraco
Entre tantos e muitos
Não sou o primeiro
Nem serei um ingrato.

Sou apenas aquele
Que pede um colo
Uma cama e um bom travesseiro
E colchão não seja traiçoeiro
Quero apenas meu sono de volta.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Manifesto do "Bixo"

Dizem que a faculdade é uma das melhores fases da vida...
Depois do dia do trote, é claro!
Saudades turma!!!


Pode pintar o meu rosto inteiro
Raspar meu cabelo
Cortar minhas roupas e meu jeans preferido
Esconder o tênis que tanto estimo
Fazer-me dançar na rua, ridículo
Pode me untar com farinha, tinta e demais destilados
Enrolar-me totalmente com papel higiênico
Obrigar-me a pedir dinheiro a estranhos
E pegar o meu próprio dinheiro pra bancar o seu esperado pileque.
Pode encharcar-me de essências pastosas, sebosas e fétidas
Cujos ingredientes desconheço, desconfio
E até prefiro não saber
À vontade...
Permito a você veterano humilhar-me em público
E aceito o ritual o qual você me sujeita
Não vou me acovardar, mas uma coisa eu prometo
Vingarei-me por tudo, por tanto e por todos
Piedade não terei
Lamento antecipadamente pelos “Bixos” futuros
Pois ano que vem serei eu veterano
A fazer minha própria justiça...


Bixo Anônimo

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Conto de Fadas II


Algumas coisas na vida
São feitas de forma errada
Pelo simples fato de não sermos perfeitos
Outras coisas são desperdiçadas
Por não tê-las aproveitado
E só depois compreender que a perdemos.

E é assim que percebemos
Que algumas coisas na vida
Dependem de um detalhe
De uma palavra
De uma pessoa
E que às vezes podemos
Estar tão perto do sonho de ser livre
E tão longe da liberdade
Tão perto da felicidade
E tão longe de um final feliz.

A vida é uma estrada sem atalho
Eu falo de Contos de Fadas
Mas vivo na vedade o contrário
Sonho com asas, palavras e magia
Mas sei que será impossível
Viver meu "feliz para sempre".



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Avareza


Juros,
Injustos e egoístas
Pago o dobro
E pago por eles
A quem eu devo
Peço desculpas...
Pois o dinheiro é corrupto
E a mim corrompeu.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Versos

Foi um dia um rabisco em meu caderno
Numa folha, uma frase,
Uma fraqueza...
Uma estrofe que prefiro esquecer
Mas que ainda insisto em escrever
... Mesmo em vão.

São palavras tão vazias
Que jogadas na ventania
Não se despedem,
Só despedaçam
Mas quando juntas
Se entrelaçam, se harmonizam.
E se completam.

Hoje amigos,
Não mais amigas
Chamam-se versos,
E nascem de dedos
Moldes imperfeitos
Descendentes de outros sonetos.

pOesia em áudiO e víDeo nº3

O menor filme do mundo... 
delicadezas cinematográficas

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dose poética nº9

Quem somos nós?
Humanos?
Criaturas imundamente puras,
Docemente más,
Paradoxos de lógicas irracionais. 
Por vezes vilões adoráveis,
Por outras, amáveis demônios.
Surpreendentes e inesperados...
Criaturas a recriar-se a cada dia
Sem qualquer remorso em relação ao passado



Operários - Tarsilha do Amaral

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Campanha de doação de orgãos



Você pode salvar o MUNDO... Ou pelo menos o mundo de alguém.
Super-força, velocidade e visão de raio-X pouco importam.
O que importa é sua consciência e decisão, sua opção vale mais que seus PODERES
Você pode permitir que alguém veja por seus OLHOS a beleza da vida,
Permitir que alguém respire com seus PULMÕES o ar que não mais lhe fará falta,
Seus RINS podem preencher de esperança outras vidas incompletas
Você pode minimizar a DOR e o sofrimento de quem espera.
A escolha é sua!
Você pode simplesmente ignorar
E permitir que seu CORPO degenere aos poucos
No fundo escuro de uma cova solitária,
Ou permitir que um pedacinho seu
prolongue os DIAS de quem não sabe se terá o amanhã...
Você pode escolher
Se decidir em não doar, eu entenderei.
Mas se aceitar a MISSÃO
Poderá ser lembrado para sempre como... HERÓI.








Trabalho experimental
Campanha de Doação de Orgãos
Faculdade de Educação São Luis 2007.

Agência ACME
Arte: Rodrigo Carlos Bettucci e
  Marcelo Gustavo  Ferreira
Texto: Janaia Fabri

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sonhar é humano

Sonhar é humano
E o sonho da humanidade
É sonhar cada dia mais
Como se cada sonho fosse o primeiro
Como se cada pensamento fosse um devaneio.

E eu que sonho,
Que também me perco
Que até me esqueço da realidade
Tenho vontade de jamais revê-la novamente
Pois quero viajar pelo ilusório
E imaginário da minha mente.

E por capricho da minha imaginação
Jamais vou por os pés no chão
Pois eu sonho
Pois eu amo
Como sonhar não é pecado
Sonho porque é humano.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

pOesia em áudiO e víDeo nº2

Oração - A banda mais bonita da cidade


A poesia não está apenas na literatura.
Nos versos e rimas,
Nas estrofes perdidas de um poeta erudito
A beleza do mundo também poetiza
Os sons harmonizam
E  profetizam aos ouvidos
Esteja atento aos sonetos que a brisa
Cochicha baixinho
E escreve tão breve
Sem caneta e papel...

A despedida

 Despedida,
A dor desmedida de quem vai
Tristeza maior de quem fica
Quando você partir de malas, mochilas
De corpo e alma
Leve em sacolas
Seus pertences embora
Mas deixe comigo,
Alguns poucos vestígios
Um rastro de ti
Que guardarei sem razão.

Eu sei,
E o céu admite que vá
A terra permite contrariada que siga
Afinal, quem sou eu para evitar sua partida?
Não tenho valor
E nem o pudor de esperar caridade.
Espero somente a saudade
A única bagagem que você deixará.

A distância separa
Mas a lonjura que cala
Não emudece o passado
Por isso eu peço...
Permita que eu chore,
Que eu implore um último abraço
Me permita a tristeza...
Mas não a certeza de um último adeus.

O adeus é aborto
Deixe apenas o aceno
Para que eu tenha conforto
Não leve as lembranças
Para que eu mantenha esperança
De que um dia você volte
E as venha buscar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ditadura Futebolesca

O futebol é o esporte mais praticado no mundo. Oficialmente chegou ao Brasil em 1894, através de Charles Miller. Desde então se tornou "Paixão Nacional". Os elementos são os mesmos em qualquer lugar do mundo: bolas e times, chuteiras e traves, artilheiros, zagueiros e pernas de paus, mas aqui o futebol tem uma receita diferente... Uma espécie de equação em que se une: barzinho + cerveja + mulheres elevado ao quadrado, dividido pelo tempo livre, resultado =
Esporte que em pouco tempo caiu no gosto popular.

Há quem diga, que no mundo não há esporte tão democrático quanto o futebol (eu particularmente discordo, se fosse tão democrático quanto parece, todos seriam craques, não haveriam poucos profissionais ganhando milhões e milhões de jogadores ganhando tão pouco) mas independente disso, o fato é um só, o futebol é UNÂNIME.
Pelé... Garrincha... Ronaldo, são nomes que fizeram história  e suas histórias embalaram as histórias de outros milhões de brasileiros...
Mas o que dizer desses ilustres desconhecidos?

Sandro dias1/ Murilo Endres2/ Silvana Lima3/ Thiago Pereira4/ Jade Barbosa5/ Fabio Gouveia3/ Dayane dos Santos5/ Jadel Gregório6/ Walewska Oliveira2/ Cesar Cielo4/ Adhemar Ferreira da Silva6/ Paula Pequeno2/ Teco Padaratz3/ Danielle Hipólito5/ Maurren Maggi7/ Diego Hipólito5

Você os conhece, mas não sabe bem dizer de onde... São quase anônimos. Praticam esportes figurantes perto do protagonismo "futebolesco" dos nossos tempos, mas eles existem, e não apenas durante as Olimpíadas ou Jogos Panamericanos. Eles treinam, ganham prêmios e medalhas, mas são lembrados poucas vezes, por nossa memória e por nossas emissoras...

Quer ver um fato interessante?
O MMA (modalidade de luta que envolve várias artes marciais) existe há décadas, o Brasil inclusive é uma verdadeira fábrica de esportistas do gênero, entretanto o esporte tem pouca expressividade no país, e somente no último sábado (dia 27/08) o Brasil realmente descobriu o MMA. Nessa oportunidade o Rio de Janeiro sediou o evento UFC (Ultimate Fight Championship), e sagrou como campeão o brasileiro Anderson Silva (36). Parabéns ao Anderson! (não gosto de lutas mas ele é bom e merece ser o ídolo do momento), uma pena é que daqui alguns dias ele voltará a ser um ilustre desconhecido.








Dois dias depois do feito de Anderson Silva, Fabiana Murer, ganhou medalha de ouro no salto com vara no Mundial de Atletismo realizado em Daegu, na Coreia do Sul, saltou 4,85m e conquistou o primeiro ouro do Brasil em competições mundiais de atletismo. Parabéns Fabiana! Aproveite seus 15 minutos de fama, por que logo logo agente se esquece, os jornais, as revistas e a TV também. Afinal, não importa se são Olimpíadas, Mundiais ou Jogos Panamericanos, no final das contas voltaremos sempre para boa e velha"ditadura futebolesca" dos campeonatos: Brasileiro, Paulista, Libertadores da Copa do Brasil...





Legenda de esportes e atletas citados acima:
1- Skate
2- Volei
3- Surfe
4- Natação
5- Ginástica Olímpica
6- Atletismo
7- Salto em distância

A sentença do poeta

Todo poeta que escreve sobre o amor
Perde o próprio peito
No leito de um poema
Perde a si mesmo
Perde a própria essência

Todo poeta que escreve sobre a dor
Sob ela se enterra
Com ela se envenena, pois escrever é morrer,
E amar várias vezes
É sofrer ao quadrado
Quando resta guardado um verso de dor.

Mas ao dissabor de uma lamento
Compensa a palavra
Vaga ou profunda
Que alimenta a alma
E embriaga a lua
Infelizmente ao poeta triste e sonhador
Resta só a solidão
O silêncio da ausência
E o vazio do coração
Que condena todo aquele
Que se entrega a um poema
Que se rende á paixão de escrever mesmo em vão.
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